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sexta-feira, 12 de setembro de 2014

SCREEN SHOT por A.A.M.

(Screen Shot é escrito segundo a nova variação ortográfica.)




Realizado por Michel Gondry, um dos expoentes máximos do cinema francês “A Espuma dos Dias” traz de volta o idealismo com a presença de Romain Duris e Audrey Tautou como principais protagonistas. Num mundo de imaginário e fantasia, relata uma jornada de um jovem que procura a todo o custo a cura para um doença invulgar da qual o seu amor padece. Um filme com um argumento e criatividade invulgares.



terça-feira, 9 de setembro de 2014

domingo, 7 de setembro de 2014

Undenied Pleasures



Depois do poderosíssimo "Volatile Times", Chris Corner, o mentor dos extintos e espectaculares "Sneaker Pimps", lançou em Março do ano passado o seu mais recente álbum, "The Unified Field". Depois de "Volatile Times" as expectativas eram altas e a julgar pelo single, que deu nome ao álbum, posso dizer que apesar de não ter o arrojo de que estava à espera, não me saía da cabeça o refrão. A qualidade que o homem emana pelos ares da música alternativa era evidente. Fica, então, o single para vossa opinião.




Nuno Baptista

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

SCREEN SHOT da semana

(Screen Shot é escrito segundo a nova variação ortográfica.)




Fargo, a série criada por Noah Hawley, tem por base o filme homónimo, vastamente, aclamado e premiado que, em 1996, foi realizado pelos irmãos Joel e Ethan Coen. O espirito de drama/comédia mantém-se, bem como o âmbito de investigação criminal. Conta com um elenco de relevo onde contracenam Billy Bob Thornton, Colin Hanks, Martin Freeman, entre outros, que devido ao seu protagonismo valeu à serie o Emmy de “Outstanding Casting for a Miniseries, Movie or a Special” o que equivale a dizer que em termos da escolha de atores, para cada personagem, acertaram. Uma série intensa a não perder, também premiada pela qualidade de realização e reconhecidos louvores técnicos.




A.A.M.

domingo, 31 de agosto de 2014

Undenied Pleasures



[A partir de agora com carácter semanal, Undenied Pleasures propõe-te, todos os Domingos, a banda sonora para uma semana de boas audições.]


Álbum de estreia do duo canadiano, The Revival Hour, composto por DM Stith e John-Mark Lapham. Depois do prometedor EP "Clusterchord", eis "Scorpio Little Devil". Saído em 2013, este é um trabalho abrangente e intenso, abordando uma espécie de panorama retro-futurista, com toques de Electrónica, Indie, Gospel...


Comparados a "Animal Colective", "P.J. Harvey" ou "Portishead" (verdade), estes dois artistas construíram algo verdadeiramente grandioso, como podem comprovar por este single "Pyre". The Revival Hour acabam por contar uma história de ligações musicais e de ambição épica. Fiquem com "Pyre".




Nuno Baptista

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

SCREEN SHOT da semana

(Screen Shot é escrito segundo a nova variação ortográfica.)


A Vida Secreta de Walter Mitty (2013) Ben Stiller


Water Mitty, interpretado por Ben Stiller que, para além de realizador, representa um amante pela fotografia que vive o seu dia a dia rodeado de ação e aventura num mundo de fantasia por ele criado. Na realidade, é empregado de redação numa revista onde na secção de edição de fotografia trabalha, e junto com o seu colega “viaja” através das fotografias que revelam. Até que um dia, com o seu posto de trabalho ameaçado, devido a uma restruturação na empresa, vê-se forçado a deixar o seu quotidiano para partir numa aventura em busca da derradeira fotografia para o seu último trabalho. Esta acaba por ser uma busca pela harmonia e felicidade da sua vida, onde representa a ideia de que um sonho para além de ser imaginado é para ser vivido.



A.A.M

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Livros que nos devoram

O Silêncio do Mar


                A obra O Silêncio do Mar (Le Silence de la Mer, no original) revela-se uma obra de resistência e de protesto contra a ocupação nazi. Foi escrita por Vercors, pseudónimo de Jean Marcel Bruller (n. 1902, Paris – m. 1991, Paris) e publicada clandestinamente em 1942. Durante anos, O Silêncio do Mar constituiu, em Portugal, leitura obrigatória para os alunos que frequentavam o nível superior da disciplina de Francês.
                Na obra, cruzam-se dois monólogos: o do narrador-observador e o de uma das três personagens, um oficial nazi que, em 1941, se instala, sem consentimento, na casa de uma família francesa. Tio e sobrinha não contestam abertamente a ocupação, mas optam pelo silêncio, fazendo por ignorar a presença do inimigo. Permitem-lhe que se aproxime da lareira, que use o piano, sem alguma vez lhe dirigirem uma palavra ou darem mostras de que estão a escutá-lo.
                Durante cem dias, o oficial trata com afabilidade os habitantes da casa, falando de si, do seu passado e do seu fascínio pela cultura e pelos escritores franceses.

                Apercebemo-nos, pelas observações do narrador, da paixão impossível que vai nascendo entre o alemão e a mulher da casa e da admiração do próprio narrador pelo inimigo.           Ao longo da obra, tornamo-nos cúmplices das batalhas interiores das três personagens e ansiamos que um dia o silêncio, que é tão impetuoso e forte como o mar, se quebre.




(Livros que nos devoram é a nova rubrica mensal da Pomar de Letras, não percas na última Quarta-Feira de cada mês uma nova proposta de leitura. A crónica é da autoria de Luísa Félix que pode também ser seguida no  seu blogue, Letras são papéis.)