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domingo, 5 de outubro de 2014

Undenied Pleasures por Nuno Baptista




Beck, esse génio da música, lançou em Dezembro, de 2012, um álbum, a meu ver, com uma abordagem excepcional. Começou a criar este trabalho, intitulado "Song Reader", em 2004, o interessante é que "não temos música", temos sim um conceito que até à data penso não ter surgido antes, pelo menos não com um artista com o relevo internacional que Beck detém, ou seja, o álbum tem vinte pautas musicais, com as respectivas letras, criadas por ele, nada mais. Verdade! Segundo o que disse, a ideia de "Song Reader" é ser passível de diversas interpretações e abordagens a cada uma das músicas, não há cd, mas sim um livro com as mencionadas pautas e cem páginas de arte... brutal... Para promoção deste trabalho convidou algumas bandas para fazerem a interpretação das músicas, destaco a banda Portland Cello Project com a voz excepcional da Lizzy Ellison. Hoje partilho a "Old Shanghai", bem como a pauta que o Beck criou.






sexta-feira, 3 de outubro de 2014

SCREEN SHOT

(Screen Shot esta semana é escrito pelo editor, o qual desaprova o desacordo ortográfico.)




A série estreou em Novembro de 2008, na RTP 2, e é composta por seis episódios. Com Manuel João Vieira no papel do protagonista, a série conta-nos as peripécias de Manuel João Vieira, personagem fictícia criada pelo seu homónimo, o vocalista da banda Irmãos Catita e candidato presidencial. Bebendo em cada episódio a influência de um clássico do cinema, a série é uma comédia inteligente e ousada. Do melhor da produção ficcional portuguesa.


(Lista de reprodução com os seis episódios da série)

domingo, 28 de setembro de 2014

Undenied Pleasures



Artemis é uma moça oriunda de Oakland conhecida essencialmente pelo "Downtempo" de grande qualidade que cria, misturando um hipnotismo interessante provindo do "Trip-hop".
Em 2012 lançou este "Sephyra". O que dizer sobre este álbum? Bem, digamos que é uma espécie de bola gigantesca onde encontramos uma infusão de som com sensações que nos permitem divagar, como aliás o podemos comprovar com o videoclip do single "Down By The River", que é a minha sugestão para hoje.
Fiquem com a imensa qualidade de "Down By The River".


sexta-feira, 26 de setembro de 2014

SCREEN SHOT por A.A.M.

(Screen Shot é escrito segundo a nova variação ortográfica.)




Enquadrado num género de comédia/horror, neste filme, Álex de la Iglesia, distinto realizador espanhol do género, relata-nos como a vida de um grupo de assaltantes pode ser dificultada pela intervenção de bruxas que interferem no seu “trabalho”. Marcado por um estilo visual peculiar é uma hipérbole do culto e do horror, apresentado através de um trabalho notório na área da maquilhagem, som e edição valendo o prémio Goya nessas categorias.



quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Livros que nos devoram

Pretérito Perfeito


                Vasco é um homem de 33 anos, que tem da tenra juventude e da infância as memórias mais acesas, um homem que carrega a inocência dessas vivências e a fragilidade de alguém que sabe que tem os dias contados. Talvez por isso o sintamos, não homem, mas menino.
                É pela voz do próprio Vasco que, desde as primeiras páginas, entramos na sua casa e seguimos até ao terraço, onde nos sentimos a salvo, na hora em que o sol se põe sobre o Tejo. São também as palavras deste homem-menino que nos conduzem pelo Outono de Lisboa, pelos bares da moda de outros tempos, ou por outros lugares que a sua cultura e curiosidade evocam.
                À medida que a narrativa se tece, umas vezes num estilo torrencial, outras ritmado, quase musical, tornamo-nos cúmplices de Vasco. Cúmplices das memórias, do seu quotidiano e - muito - da sua dor, do desespero, do vazio. Vasco deixa de ser, a certa altura, apenas a personagem, para ocupar o lugar do amigo de infância, do vizinho que viveu sempre ao nosso lado, com quem trocámos cromos, livros, discos ou palavras, nas escadas do prédio, noite dentro. Aliás, ao longo da obra, deparamo-nos frequentemente com referentes da infância e da adolescência que são também os da minha geração: Mário de Sá-Carneiro e o seu poema “Fim”, músicas dos Xutos ou dos UHF, o Verão Azul, o Lucky Luke, uma lengalenga infantil, etc.
                Como se sabe sem futuro e como o presente é um espaço de dor e de expectativa, acaba por centrar grande parte do seu relato num passado que foi feliz e pleno em vivências, desde as brincadeiras de rua com os vizinhos à descoberta do amor, em Trás-os-Montes, com Isaura, que lhe ensinou não só o amor, como despertou nele o gosto pela poesia e pela literatura em geral.
                Trás-os-Montes, onde ele regressa com o pai para ir buscar os avós e as couves para o Natal, é, como a casa de Lisboa, um espaço de afectos.
                Há, em Vasco, uma sensibilidade que decorre da sua formação como músico, mas também do ambiente de afecto em que sempre viveu e que a doença apura. Torna-se, por isso, mais atento aquilo que o rodeia: aos pormenores, aos gestos e às conversas dos vizinhos, à dor daqueles que ama.

                Pretérito Perfeito, publicado em Setembro de 2013, pela Editoral Estampa, é o segundo romance de Raquel Serejo Martins, uma transmontana (Vilarandelo, Valpaços) que vive na capital.


Proposta de Luísa Félix, segue-a no seu blogue, Letras são papéis.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

domingo, 21 de setembro de 2014

Estilhaços Cinemáticos em Bragança

Em 2003 Adolfo Luxúria Canibal, vocalista e letrista da carismática banda bracarense Mão Morta, lançou o livro de poesia Estilhaços. De onde foram retirados os sete textos que musicados por António Rafael (companheiro de Luxúria nos Mão Morta) deram "voz" ao álbum e projecto homónimo de spoken word, Estilhaços.





Oito anos depois, em 2011, António Rafael, Henrique Fernandes e Jorge Coelho musicaram mais três poemas de Adolfo Luxúria Canibal e cinco outros do surreal Mário Cesariny, para o álbum Estilhaços e Cesariny.


(Lista de reprodução com as oito músicas do álbum, aqui.)


Partindo dos livros da colecção O Filme da Minha VidaAdolfo Luxúria Canibal escreveu oito novos textos e em 2013 Estilhaços Cinemáticos tornou-se o terceiro espectáculo do projecto que, na próxima Quarta-Feira, dia 24, se desloca a Bragança, para apresentar o espectáculo em terras de Trás-os-Montes.