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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

"Barulhos Nosos"

No próximo Sábado, 29 de Novembro, pelas 21:40, no Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros a Companhia de Dança do Norte North Dance Company apresenta a pré-estreia de "Barulhos Nosos", "uma obra inspirada em ícones Galaico-Portugueses (Norte de Portugal e Galiza), Pauliteiros / Caretos / Danças Tradicionais / Gaita de Foles."

" 'Barulhos Nosos' é um espetáculo de dança contemporânea inspirado nas raízes e tradições Galaico-Portuguesas. “Barulhos Nosos” pretende refletir elementos naturais das terras de um condado que ao longo dos tempos expandiram experiências e culturas animadas pela magia da vida de um povo. Respeitando a silhueta da diversidade e solidariedade que se exprime na harmonia rítmica destes valores, pretendemos que este momento coreográfico reforce a sua importância no presente.
Dado o poder da Globalização exercido nos dias de hoje, onde a partilha económica tende a ocultar, patrimónios, diferenças e características representativas de cada povo e região, é nosso objectivo fazer saltar aqueles ícones para o mundo contemporâneo, contribuindo assim para a sua divulgação e interiorização em mentes agarradas ao conhecimento presente."


Livros que nos devoram por Luísa Félix

A família de Pascual Duarte, de Camilo José Cela


                «Yo, señor, no soy malo, aunque no me faltarían motivos para serlo.» - assim começa a autobiografia fictícia de Pascual Duarte, figura central da novela de Camilo José Cela, A Família de Pascual Duarte, publicada pela primeira vez em 1942.
                Com o intuito de conferir verosimilhança ao relato de Pascual Duarte, o autor apresenta-o como um manuscrito que o protagonista teria escrito enquanto esteve preso em Badajoz e que teria enviado, em 1937, a um conhecido seu, para que fosse publicado, tornando, assim, públicos os motivos dos vários crimes que cometera. Cela, em notas anteriores e posteriores ao discurso do protagonista, faz-nos acreditar que o manuscrito teria sido encontrado no balcão de uma farmácia na localidade de Almendralejo, pelo próprio transcritor. Entre essas notas, encontra-se a carta em que o prisioneiro recomendava a publicação do seu manuscrito.
                Pascual Duarte, habitante numa pequena aldeia do interior de Espanha, dá-nos conta, no seu relato, de que a vida lhe trouxe mais dissabores do que alegrias. Testemunha de um mundo em que prevalece o trágico, torna-se numa pessoa amarga e intempestiva, na vítima de um destino inexorável, que o conduz à perdição. É, aliás, ao destino que ele atribui a responsabilidade pela sequência de assassinatos que comete, que tem início com a morte da cadela, a Chispa, e que termina com a morte da própria mãe.
                Pela violência das descrições e pela crueza de linguagem que perpassam nas suas páginas, a primeira obra de Cela viu-se, em pleno franquismo, entre os livros proibidos e rotulada como precursora de um estilo literário que, em Espanha, ficou conhecido como “Tremendismo”.
                Camilo José Cela, que nasceu em Iria Flávia (Corunha), em 1916, e faleceu em Madrid, em 2002, foi galardoado, em Espanha, com o Prémio Nacional de Literatura e com o Prémio Príncipe das Astúrias. Em 1989, a academia sueca atribuiu-lhe o Prémio Nobel, pelo conjunto da sua obra.

                Da sua vasta obra, destacam-se, além de A Família de Pascual Duarte, A Colmeia (1951), São Camilo (1969) e Mazurca para Dois Mortos (1983).


A autora, Luísa Félix, pode ser seguida no seu blogue, Letras são papéis.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Poesia de primeira, à Segunda-Feira

Estrela cadente


Eu só nos imagino a caminhar
Pelos campos de trigo em câmara lenta
De mãos dadas com o sol a brilhar
Sonhando com sabor da tua boca a menta

Sabes que só agora aprendi a amar
Perco-me no meio dos conceitos e teorias
Da minha limitação de querer sempre rastejar
Apoderavam-se de mim todos os medos e fobias

Clichês criados pelo que pensava ser o amor
Nas suas várias formas misteriosas
Difícil de entender pois causa muita dor
Frágil como um bater de asas furiosas

Uma estrela cadente que arde de saudade
Bela apesar do seu tempo limitado
Sem preocupar pois o que conta é intensidade
Dos momentos que dá vontade de agarrar o passado



domingo, 23 de novembro de 2014

Undenied Pleasures por Nuno Baptista



Estamos habituados a qualidade quando ouvimos falar em Sigur Rós, sobre este penúltimo disco o baixista Georg Hólm afirmou que se trata do álbum mais electrónico que a banda já fez. Depois de alguns problemas no processo criativo, os mesmos foram resolvidos e "Valtari" (2012) tornou-se no único trabalho de Sigur Rós que Georg confessou ouvir no conforto de sua casa. Embora não tenha sido um álbum aclamado pela crítica, está lá a fórmula, estão lá os traços como podem comprovar pelo single "Ekki Múkk".



sábado, 22 de novembro de 2014

Crime Entre Amigos por Paulo Seara

(Se perdeste, algum dos capítulos anteriores de Crime Entre Amigos, ou se os quiseres reler, carrega nas ligações para veres o capítulo respectivo.)

Capítulo I
Capítulo II
Capítulo III
Capítulo IV
Capítulo V


Capítulo VI – 15 de Dezembro



Depois de sair do emprego, encontrou o sacerdote, abeirando-se do posto de correios. Um acaso promissor, assim Rogério evitava uma visita à casa paroquial. Enquanto o homem remexia uns maços de envelopes, aproximou-se, flanqueou-o, e cumprimentando-o, apresentou-se. O momento era de feição. Para arrastar a asa, Rogério valeu-se da sua corajosa flexibilidade, e, agora, do instinto natural delinquente. Enquanto esperava a vez, o padre foi-o ouvindo, e na amena cavaqueira, Rogério falou-lhe na falta que lhe devia fazer o senhor Gonçalves, que em geral era assunto das vozes da comunidade. No entender do pároco era-lhe útil à prossecução dos ofícios religiosos no local um novo voluntário. Rogério não perdeu mais tempo e ofereceu os seus serviços voluntariosos. Indecorosa mentira. O certo é que tinha conseguido manipular o velho clérigo, a cadeira de sacristão pertencia-lhe deliciosamente. A curto prazo imaginava-se porta adentro, tacteando as medievais pedras preciosas.


Agora era só comunicar ao Edmundo. Não demoraria mais que um mês para unhar a Santa. Mas sentia um derreamento grave sobre as suas costas: por quanto tempo mais iria ele andar a fazer de conta?

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

SCREEN SHOT por A.A.M.

(Screen Shot é escrito segundo a nova variação ortográfica.)


The Monuments Men [Os Caçadores de Tesouros] (2014) George Clooney


Quando se tem George Clooney, como realizador, sabemos que com ele vem um rol de amigos que juntos preenchem toda a tela do grande ecrã. São eles: Matt Damon, Bill Murray, Cate Blanchett, John Goodman, Bob Balaban, entre outros! Neste filme, cuja ação decorre no período durante a 2ª Guerra Mundial, baseado em acontecimentos reais, estes homens reúnem-se numa missão de salvamento peculiar. É seu objetivo recuperar as obras de arte de várias formas que durante as invasões foram reclamadas pelos nazis. Desta forma, estes professores e curadores de museus entram numa guerra desigual para defender aquilo que mais gostam e os seus valores devolvendo a arte aos seus legítimos proprietários, a Humanidade.



terça-feira, 18 de novembro de 2014

Ditados Impopulares



"Um provérbio que está sujeito à política de privacidade mas que muitas vezes pode ser viral."


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