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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Animagem

Inspirada num conto do povo Ayoreo, Abuela Grillo (Avó Grilo) é uma animação sobre homens de fato, controlo e exploração de recursos, mas principalmente, sobre a necessidade de agir e compreender as nossas necessidades e prioridades.


segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Poesia de primeira, à Segunda-Feira

Outono


Que deste outono,
Que se verte pelo chão
Em oiro e sangue,
Saiba colher o doce fruto
E agradecer o amor da terra
Que a meus pés se prostra.

Que nestes dias de sol morno
E luz macia
Não perca o trilho
Que há-de levar-me ao sul,
Ao mais íntimo de mim.

Que saiba perdoar o vento
Que, de mansinho, me despenteia
Os sonhos...


Luísa Félix

domingo, 7 de dezembro de 2014

Undenied Pleasures por Nuno Baptista



Primal Scream lançaram em Maio, de 2013, o seu mais recente álbum, "More Light", produzido por esse Senhor que é David Holmes. Depois da colaboração entre Bobby Gillespie e Tricky, no seu albúm de 2010 "Mixed Race", a criação deste "More Light" iniciou. Gillespie revelou, em antecedência, que este seria um álbum de Rock Moderno, psicadélico e com forte presença de guitarra, no entanto de forma orquestral, disse ainda que a electrónica estaria em pano de fundo e que considerava o trabalho feito bastante interessante e completo.


Em relação à capa do álbum, a banda, apesar de ter publicitado a imagem que aqui divulguei no início, acabou por escolher uma imagem diferente:




Fiquem com It's alright, it's OK, single de apresentação do álbum e tirem as vossas ilações.


sábado, 6 de dezembro de 2014

Crime Entre Amigos por Paulo Seara

(Se perdeste, algum dos capítulos anteriores de Crime Entre Amigos, ou se os quiseres reler, carrega nas ligações para veres o capítulo respectivo.)

Capítulo I
Capítulo II
Capítulo III
Capítulo IV
Capítulo V
Capítulo VI
Capítulo VII


Capítulo VIII – 5 de Janeiro


Rogério encontrava-se pleno de satisfação, as celebrações chegavam ao fim, no emprego, apesar de tudo, não era criticado. Agora podia conceber as evoluções do seu plano. Faltava-lhe vingar a intromissão daqueles dois faróis, vingar-se de quem prejudicara seriamente o trabalhinho; não tinha muitas pistas quanto ao paradeiro dos desconhecidos intrometidos, no entanto, já há algum tempo rondava o monte da capelinha farejando e interpretado sinais. Das artes que possuía, a principal, era varrer o local de tempos a tempos com os binóculos.

Nessa noite acertou em cheio, fosse quem fosse, não importava, porque agora iria derramar a sua vingança. Foi directo ao automóvel. Arrancou como um passageiro desconhecido sai da carruagem guiado por um feixe de excitação. A caminho viu que nada tinha preparado, mas logo pensou que os seus instintos lhe revelariam uma mensagem. Rogério tinha o caminho livre, ele era o sacristão, e deslocou-se para as pequenas ermidas perdidas entre a paisagem, para ver se tudo estava bem.

Deslocou-se para o terreiro entre as giestas ocultadoras. De facto, havia um carro estacionado. Enquanto o sol descia, pensou como se poderia vingar? Por meios de sustos, recorrendo ao fogo? Pensou, enquanto pegava num depósito de combustível, optou por fazer ruídos e mexer na vegetação e utilizaria um truque que os pequenos usam para meter medo aos mais distraídos e incomodar os mais velhos.

Depois de alguma insistência, um indivíduo meio toldado pela noite saiu do automóvel para descobrir de onde vêm. Rogério aproveitou novamente e remexeu a vegetação. O indivíduo falou. Rogério revolveu outra vez a vegetação. O indivíduo agarrou um calhau e atirou-o para o meio dos arbustos, olhando em redor orgulhoso da sua autoridade. Rogério contraiu-se um momento, até que atirou ao indivíduo um punhado de pedras. O outro acobardou-se instantaneamente e logo o automóvel arrancou furiosamente.

O bom sacristão voltou ao terreiro, dominador da situação. Sabia que poderia ter assustado um qualquer casalinho, mas ressalvava-se um facto, o que importara para Rogério fora o acto, a sua catarse. Ganhou segurança para o assalto final à capelinha, a Santa, do mito ou não, tendo ou não jóias, brevemente estaria nas suas mãos. Apenas 15 dias o separavam do propósito, 15 impacientes dias, tudo porque esperava por Edmundo que levaria o saque para o Porto, na manhã imediata, a fim de negociar o tesouro, mas para ele seria já imediatamente.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

SCREEN SHOT por A.A.M.

(Screen Shot é escrito segundo a nova variação ortográfica.)




É seguro afirmar que vivemos numa Era nostálgica. E, naquilo que diz respeito aos jogos, reina esse sentimento daquilo que era a emoção em gráficos minimais e comandos arcaicos… horas de diversão com simplicidade, agora ainda mais com a reedição do ZX Spectrum para breve. Não obstante isso, as novas gerações reclamam o digital em toda a sua potencialidade e os seus mestres Josh Blaylock, Brian Firenzi, Johanna Braddy terminam mais uma série de episódios da sua serie juvenil on-line. VIDEO GAME HISGH SCHOOL é isso mesmo, um grupo de amigos a divertir-se com efeitos especiais espetaculares tendo como base o tema que os une, os video jogos. Estando a VGHS para Brian, um amante de First Person Shooter (jogos com perspetiva na primeira pessoa), como a HSWW (Hogwarts School of Witchcraft and Wizardry) para Harry Potter, um lugar onde vai desenvolver o seu talento e encontrar novos gamers de vários estilos e jogos. A não perder pelos entusiastas.




[N.R.: A Série está disponível no youtube, com legendas em português do Brasil, na opção CC (Closed Captions), e vai na sua terceira temporada.)

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Poesia de primeira, à Segunda-Feira

entediante tédio de estar farto do aborrecimento de me cansar
sono de acordado sonhar sem adormecer no pesadelo
deserto algum me pode completar e o vazio alagar de amar
estou tão pleno como numa cabeça calva abunda cabelo

morro no tédio de viver uma rebeldia infrutífera e calada
tédio de ser vazio-humano e menos ainda que nada
latido nocturno de um qualquer rafeiro pensamento vadio
com a cabeça entre as pernas sou cobarde humano-vazio

estou tão sozinho que nem a tristeza me acompanha
até a depressão se foi vendo solidão tamanha
sou a culpa que morre solteira o ódio que dela desfalece

a voz rouca não ouvida ao deus pagão orada prece
resta-me o nada na calada noite em que ao céu estrelas retornam

e sonho estranhos pesadelos que em o não sendo se transformam


Rogério Paulo Martins