Pomar de Letras é uma colaboração de diversos amigos, em formato "zine". Tem por objectivo encontrar um espaço no nosso meio cultural e divulgar a obra e propostas dos seus colaboradores nas mais variadas expressões. Conta por isso com o apoio e a colaboração de todos. Partilha connosco a tua arte, contacta-nos através da conta de correio electrónico pomardeletras@gmail.com, para que juntos, possamos florescer e ser frutos desta pequena (r)evolução.
terça-feira, 19 de maio de 2015
segunda-feira, 18 de maio de 2015
Poesia de primeira, à Segunda-Feira (#20/2015)
Acordar tarde
tocas as flores murchas que alguém te ofereceu
tocas as flores murchas que alguém te ofereceu
quando o rio parou de correr e a noite
foi tão luminosa quanto a mota que falhou
a curva - e o serviço postal não funcionou
no dia seguinte
procuras ávido aquilo que o mar não devorou
e passas a língua na cola dos selos lambidos
por assassinos - e a tua mão segurando a faca
cujo gume possui a fatalidade do sangue contaminado
dos amantes ocasionais - nada a fazer
irás sozinho vida dentro
os braços estendidos como se entrasses na água
o corpo num arco de pedra tenso simulando
a casa
onde me abrigo do mortal brilho do meio-dia
Al Berto
domingo, 17 de maio de 2015
Undenied Pleasures por Nuno Baptista (#20/2015)
Matt Valentine & Erika Elder lançaram em 2013 Fuzzweed. Exploram o experimentalismo pós-psicadélico da Electrónica, e este álbum não é excepção. O mesmo é descrito pela banda como um trabalho com carácter, onde as letras criadas focam as imagens celestiais acompanhadas com a acústica, o "reverb" e o "delay", sempre com os ideais em mente. A música que partilho, "Turbine", atesta o intervencionismo que a banda pretende. Fiquem com "Turbine".
sábado, 16 de maio de 2015
SCREEN SHOT por A.A.M. (#20/2015)
(Screen Shot é escrito segundo a nova variação ortográfica.)
Por razões profissionais, SCREEN SHOT não pode ser publicada na Sexta-Feira.
Filme: Minuscule- La Vallée des Fourmis Perdues [Minúsculos: Vale das Formigas Perdidas] (2013)
Realização: Hélène Giraud, Thomas Szabo
Por razões profissionais, SCREEN SHOT não pode ser publicada na Sexta-Feira.
Filme: Minuscule- La Vallée des Fourmis Perdues [Minúsculos: Vale das Formigas Perdidas] (2013)
Realização: Hélène Giraud, Thomas Szabo
Neste Minúsculos: Vale das Formigas Perdidas, desde os primeiros segundos no apercebemos da
qualidade do filme pela sua capacidade quase automática de nos imiscuir no
cenário. Não se pode dizer que o tema do mundo dos insectos é novo no género da
animação, mas este não exagera na personificação e dá aos insetos uma imagem de… insetos. O que mais fascina no desenvolvimento técnico da ação é a aproximação
à perspetiva real numa escala reduzida. As proporções dos objectos e atenção às
dificuldades únicas dos seres daquele tamanho revelam uma análise cuidada com
importância no pormenor. Num filme em que não há diálogos é usada a linguagem
universal do som que torna toda a comunicação incrivelmente fascinante.
A relva é verde e o céu é azul, a vida corre tranquila no
vale. Tranquila, aparentemente, pensamos nós, pois no mundo dos insectos tudo é
acelerado. Uma acção intensificada pelos movimentos rápidos e sons frenéticos
de uma selva a céu aberto. Um dia uma formiga, na sua jornada diária, descobre numa
clareira, nos despojos daquilo que terá sido um picnic, uma joaninha. O
desenrolar dos eventos origina uma luta infindável contra o controlo do exército
de formigas vermelhas. Uma série de valores intrínsecos são enumerados neste tipo
de filmes transmitindo essa mensagem de uma forma abrangente. Em forma de
brincadeira, sugiro especial atenção na realização de picnics, pois nunca se
sabe o género de eventos que poderemos estar a originar. Uma aventura para
todos.
quinta-feira, 14 de maio de 2015
Animagem (#10/2015)
Feed (Alimentação*) é uma animação tailandesa com uma fome galopante.
(*Tradução livre)
segunda-feira, 11 de maio de 2015
Poesia de primeira, à Segunda-Feira (#19/2015)
Fito estes montes
Fito estes montes,
onde o crepúsculo
é um laivo de sangue,
um eco de xisto...
Procuro, na luz rubra,
um grito de ave,
um corpo em chama
que me restituam a voz
e me devolvam à vida.
Fito estes montes,
onde o crepúsculo
é um laivo de sangue,
um eco de xisto...
Procuro, na luz rubra,
um grito de ave,
um corpo em chama
que me restituam a voz
e me devolvam à vida.
Luísa Félix
domingo, 10 de maio de 2015
Undenied Pleasures por Nuno Baptista (#19/2015)
Coldfinger, banda portuguesa de "Trip-hop" formada por Miguel Cardona e Margarida Pinto obteve o reconhecimento internacional com o seu incrível álbum de estreia (que guardo religiosamente) "Lefthand". Desde 2007 que não lançavam um trabalho de originais, pelo meio a Margarida divulgou o seu segundo álbum a solo e agora temos "The Seconds" (lançado em 2013). A banda diz que o álbum apresenta um conjunto de canções que embarcam em novas sonoridades que provêm de um inconformismo, transportando-nos para uma viagem irresistível pelo imaginário da banda. Parece-me muito bem. Fiquem com "Shades".
Subscrever:
Mensagens (Atom)


