Depois de Crooked Rot e Manny, na edição 14, animagem continua este mês a explorar ambientes mais sombrios e abstractos da animação "stop motion". A escolha de hoje, Violeta, la pescadora del mar negro, conta a história de uma menina que, das negruras do mar, pesca perversas e obscuras relações, nma narrativa infantil e possessiva.
Pomar de Letras é uma colaboração de diversos amigos, em formato "zine". Tem por objectivo encontrar um espaço no nosso meio cultural e divulgar a obra e propostas dos seus colaboradores nas mais variadas expressões. Conta por isso com o apoio e a colaboração de todos. Partilha connosco a tua arte, contacta-nos através da conta de correio electrónico pomardeletras@gmail.com, para que juntos, possamos florescer e ser frutos desta pequena (r)evolução.
quinta-feira, 23 de julho de 2015
segunda-feira, 20 de julho de 2015
Poesia de primeira, à Segunda-Feira (#29/2015)
escrevem milhentas palavras
têm sofrido ninguém sabe quanto
desejam as paisagens que no olhar lavras
nenhum peito anseia tanto
nada de ti veio que não quisesse
nenhuma luz apareceu que não abençoasse
poemas mais puros que não fizesse
rosto enlevado nas palavras que soasse
o mundo realiza-se quando pode ver
existimos se as essências exalam
para eternizar teu nome e o fado prover
todas as alegrias de ti alam
para o espaço envolver
ecos de génio de ti falam
têm sofrido ninguém sabe quanto
desejam as paisagens que no olhar lavras
nenhum peito anseia tanto
nada de ti veio que não quisesse
nenhuma luz apareceu que não abençoasse
poemas mais puros que não fizesse
rosto enlevado nas palavras que soasse
o mundo realiza-se quando pode ver
existimos se as essências exalam
para eternizar teu nome e o fado prover
todas as alegrias de ti alam
para o espaço envolver
ecos de génio de ti falam
César Augusto
domingo, 19 de julho de 2015
Undenied Pleasures por Nuno Baptista (#29/2015)
Este norte-americano, criado na Venezuela, com créditos firmados e trabalhos premiados, tem o seu estilo associado ao que muitos definem ser um género de "New Weird America". Sobre o seu último trabalho, Mala, a crítica afirma ser um trabalho de associações livres com guitarras apropriadas e uma poesia impressionante. A explorar o Folk Alternativo, Mala, promete grandes feitos. Entre outros, Devendra tem colaborações com Beck e LCD Soundsystem.
Fiquem com "Never Seen Such Good Things".
sábado, 18 de julho de 2015
Cidadão Nemo por Paulo Seara (#03/2015)
Cidadão Nemo
Peça em 1 Acto
Por Paulo Seara
Cena 3 (Medicamentos)
Um terço da luz ilumina o quarto. Na penumbra quase total, um homem dorme, dentro de um enorme fatia de cobertores. O conforto do sono não será perturbado pelo ruído agudo da telefonia? Estará a dormir?
Do quanto consegue vislumbrar-se o mobiliário enegrecido, com algumas mossas, e cortes na madeira lacada. Há no ar o cheiro da urina; e o bafo retido no cubículo; o cotão com pó que petrifica o chão debaixo da cama. O relógio dispara, que é hora de tomar os comprimidos para adormecer. O homem está alerta, tosse e ergue-se, ilumina a dose habitual e deita-se novamente com os comprimidos se desfazendo nas entranhas. O rádio continua pela madragoa tocando, como se fosse a luz de vigília de crianças.
Monólogo ao tomar os comprimidos.
Semedo: Este vou guardar para amanhã e este também, que a vida está cara, e porque preciso de dinheiro para o talho, e comprar as aparas é o que é!. São horas … (tosse) … são só mais este dois, e assim só de amanhã a oito é que compro uma nova caixa … (tosse).
(Pausa)
E tu vai tocar para a puta que te pariu (desliga o alarme, e volta a deitar-se).
sexta-feira, 17 de julho de 2015
SCREEN SHOT por A.A.M. (#29/2015)
(Screen Shot é escrito segundo a nova variação ortográfica.)
Filme: Source Code [O Código Base] (2011)
Realização: Duncan Jones
Em Source Code, O Código Base (2011), o ator Jake Gyllenhaal, representa o Capitão Colter Stevens, um soldado condecorado que um dia acorda no corpo de outra pessoa. Não tarda em aperceber-se de que faz parte de um programa experimental do governo, chamado "O Código Base”. Tem consigo Michelle Monaghan, que desenvolve a sua personagem de modo a que permita compreender melhor todo o desenrolar da história. Um argumento engenhoso de Ben Ripley que se junta à realização arquitetónica de Duncan Jones, e juntos constroem um thriller de ficção que nos capta a atenção. Complexo e desafiante, a não perder.
terça-feira, 14 de julho de 2015
Ditados Impopulares (#14/2015)
"Um provérbio que certas organizações mais ou menos secretas têm tentado censurar mas que lhes escapou aos tentáculos."
Segue os Ditados Impopulares no facebook. ;)
segunda-feira, 13 de julho de 2015
Poesia de primeira, à Segunda-Feira (#28/2015)
Laranja, peso, potência
Laranja, peso, potência.
Que se finca, se apoia, delicadeza, fria abundância.
A matéria pensa. As madeiras
incham, dão luz. Apuram tão leve açúcar,
tal golpe na língua. Espaço lunado onde a laranja
recebe soberania.
E por anéis de carne artesiana o ouro sobe à cabeça.
A ferida que a gente é: de mundo
e invenção. Laranja
assombrosamente. Doce demência, arrancada à monstruosa
inocência da terra.
Laranja, peso, potência.
Que se finca, se apoia, delicadeza, fria abundância.
A matéria pensa. As madeiras
incham, dão luz. Apuram tão leve açúcar,
tal golpe na língua. Espaço lunado onde a laranja
recebe soberania.
E por anéis de carne artesiana o ouro sobe à cabeça.
A ferida que a gente é: de mundo
e invenção. Laranja
assombrosamente. Doce demência, arrancada à monstruosa
inocência da terra.
Herberto Helder
Subscrever:
Mensagens (Atom)

