"Um provérbio acerca da nossa condição de simples mortais, para o caso de nos esquecermos que estar vivo é o contrário de não aparecer em festas sociais"
Pomar de Letras é uma colaboração de diversos amigos, em formato "zine". Tem por objectivo encontrar um espaço no nosso meio cultural e divulgar a obra e propostas dos seus colaboradores nas mais variadas expressões. Conta por isso com o apoio e a colaboração de todos. Partilha connosco a tua arte, contacta-nos através da conta de correio electrónico pomardeletras@gmail.com, para que juntos, possamos florescer e ser frutos desta pequena (r)evolução.
terça-feira, 22 de setembro de 2015
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
Poesia de primeira, à Segunda-Feira (#38/2015)
não se devia esquecer
o suspiro que sossega
a mão aberta sem pressão
um minuto com olhos de ver
a boca fechada, tantas vezes
só por isso fazer valer
o passo que se dá na calmaria.
ali, o murmúrio tornou-se grito
não se alcança além de um metro
a via acelera pela inquietação.
lembrar supõe conhecer
escutar ver com os olhos
andar com as mãos abertas
falar através do silêncio
seguir um ponto no infinito
encontrar as coisas simples.
o suspiro que sossega
a mão aberta sem pressão
um minuto com olhos de ver
a boca fechada, tantas vezes
só por isso fazer valer
o passo que se dá na calmaria.
ali, o murmúrio tornou-se grito
não se alcança além de um metro
a via acelera pela inquietação.
lembrar supõe conhecer
escutar ver com os olhos
andar com as mãos abertas
falar através do silêncio
seguir um ponto no infinito
encontrar as coisas simples.
Paula Santos
Undenied Pleasures por Nuno Baptista (#38/2015)
Assinalando os 20 anos desde o lançamento de Last Splash, em 1993, os The Breeders deram nova vida a este álbum com uma reedição repleta de coisas boas, sete discos de vinyl e três cds compõem a "box" que celebrou o aniversário. Nas gravações temos músicas da altura que não foram divulgadas e na "artwork" do álbum temos algo conceptualmente irreverente e imaginativo, ou seja, cumpre a visão de Kim Gordon (baixista e fundadora dos Sonic Youth, foi a realizadora do teledisco de Cannonball), bem como da restante banda grandiosa que são os The Breeders.
Fiquem com "Cannonball".
SCREEN SHOT por A.A.M. (#38/2015)
(Screen Shot é escrito segundo a nova variação ortográfica.)
Yann Arthus-Bertrand é jornalista, e amante da natureza e do ambiente. Seu trabalho fotográfico foi diversas vezes publicado pela National Geographic e exibido em diversos países. Neste projeto: HUMAN, percorreu o mundo à procura das mais autenticas estórias, sobre homens e mulheres, sobre pessoas reais. Guerra e paz, amor e ódio, o passado, o presente e o futuro do Homem e do planeta. O que aqui é reunido é a essência, é a alma, aquilo que nos define e nos faz ser diferentes, e ser iguais. É o que nos torna… Humanos.
Através de uma parceria com a Google, e de forma a alcançar o maior número possível de pessoas, o filme foi disponibilizado no youtube numa versão extendida de três volumes, os quais partilhamos aqui na sua versão em português.
HUMAN Extended version VOL.1
HUMAN Extended version VOL.2
HUMAN Extended version VOL.3
Animagem (#19/2015)
CIN Re-Make é um projecto da conhecida marca de tintas que, não só, visa promover a marca e os seus produtos, como inspirar a criatividade de jovens e talentosos portugueses. Na edição de 2012 a Sétima Arte serviu de ferramenta de inspiração dos alunos através da curta-metragem de animação Cidade Colorida, onde um menino colorido, que vive numa cidade
a preto e branco, transforma a cidade através da cor. A curta conta com a participação do actor José
Fidalgo.
Informação!!!
Peço desculpa aos leitores e colaboradores da Pomar de Letras, pela inactividade da página nesta última semana. Devido à minha participação e presença na actual campanha eleitoral, entre outras vicissitudes, não me foi possível manter as publicações actualizadas atempadamente. Tentarei evitar que o mesmo se repita durante este período eleitoral e espero a vossa compreensão;
Atentamente,
Rogério Paulo E.Martins
segunda-feira, 14 de setembro de 2015
Poesia de primeira, à Segunda-Feira (#37/2015)
Leonorana
«Descalça vai para a fonte
Leonor pela verdura
Vai formosa e não segura» Camões
Variação II
quando leonor pela manhã estava nua
acorda e sente essa verdura irmã da
formosura das fontes e da verdura
estende o pé e pisa o chão descalça
e treme de verdura pela formosura da
manhã primeiro jacto da fonte da verdura
seu pé descalço treme de frio como tremem
as faces da verdura abrindo suas bocas
à aragem fria da manhã segura como a
fonte segura da verdura da aurora e nua
como leanor fremente pela verdura e tão
formosa como a fonte que irrompe de
súbito como o dia estende o pé descalço
para fora do leito da fundura da noite
em que dormem as fontes a verdura a
formosura e leanor insegura ergue-se a
caminho pela verdura e na verdura colhe
formosura vai para a fonte nua
«Descalça vai para a fonte
Leonor pela verdura
Vai formosa e não segura» Camões
Variação II
quando leonor pela manhã estava nua
acorda e sente essa verdura irmã da
formosura das fontes e da verdura
estende o pé e pisa o chão descalça
e treme de verdura pela formosura da
manhã primeiro jacto da fonte da verdura
seu pé descalço treme de frio como tremem
as faces da verdura abrindo suas bocas
à aragem fria da manhã segura como a
fonte segura da verdura da aurora e nua
como leanor fremente pela verdura e tão
formosa como a fonte que irrompe de
súbito como o dia estende o pé descalço
para fora do leito da fundura da noite
em que dormem as fontes a verdura a
formosura e leanor insegura ergue-se a
caminho pela verdura e na verdura colhe
formosura vai para a fonte nua
Ana Hatherly
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