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terça-feira, 29 de setembro de 2015

Poesia de primeira, à Segunda-Feira (#39/2015) [Hoje, excepcionalmente, na Terça-Feira...]

A vida são apenas dois dias
E três noites, duas sem fim,
Pois são prantos as melodias
Abrindo e fechando o festim.

A festa é breve e descontínua
Para recomeçar depois;
Faz a noite fria e sem lua
Os dias da vida serem dois.

Ninguém se lembra bem ao certo
Como chegou a noite inicial
Nem sabe se está longe ou perto
A treva que será a final.

Tanta é a vez que o sol se esconde
Ou mesmo se eclipsa do céu
Que não sabemos quando nem onde
Ele raia ou se cobre com véu.

A noite que separa os dias
É dor que bem custa enfrentar
E dormindo sobre tragédias
Faz-se dia da noite a sonhar.

Assim os dois dias da vida
Podem parecer ter noites muitas
E a noite pelo meio é vivida
Como tendo alvoradas fortuitas.

A noite varia a duração
E os dias são grandes ou pequenos,
Pois ninguém escolhe a estação
De seus dias frios ou amenos.

Um dia será noite profunda
Mesmo sem dar p´ra perceber
E de novo a luz só inunda
A vida depois de morrer.


Hugo Carabineiro

Undenied Pleasures por Nuno Baptista (#39/2015)




O regresso dos mestres Depeche Mode está anunciado para 2016. Entretanto, falamos do último álbum, Delta Machine. O primeiro single, Heaven, demostra o que Martin Gore revelou sobre este trabalho, moderno e de busca pela paz. Gahan afirmou que contém algumas das melhores músicas que a banda fez na sua carreira, Delta Machine segue a vertente de Violator e Songs Of Faith And Devotion (que poderosos). Esperamos que o próximo álbum mantenha a qualidade.
Até lá, fiquem com Heaven.


SCREEN SHOT por A.A.M. (#39/2015)

(Screen Shot é escrito segundo a nova variação ortográfica.)


Realização: Akira Kurosawa


Num culminar de estilo próprio, resulta a reunião em vários episódios, de sonhos que antes o próprio realizador tinha vindo a ter. Sonhos estes, que Akira Kurosawa refere ter constante e repetitivamente tendo necessidade de os concretizar de forma visual. Neste filme de caráter imagético, mais do que narrativo, cada um dos sonhos é representado num episódio, no total de oito. Um raio de sol através da chuva, O jardim dos pessegueiros, A tempestade, O túnel, Corvos, Monte Fuji em chamas, O demónio que chora e O vilarejo dos moinhos. Um trabalho único, tão intemporal quanto o seu criador.


terça-feira, 22 de setembro de 2015

Ditados Impopulares (#19/2015)



"Um provérbio acerca da nossa condição de simples mortais, para o caso de nos esquecermos que estar vivo é o contrário de não aparecer em festas sociais"

Segue os Ditados Impopulares no facebook. ;)

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Poesia de primeira, à Segunda-Feira (#38/2015)

não se devia esquecer
o suspiro que sossega
a mão aberta sem pressão
um minuto com olhos de ver
a boca fechada, tantas vezes
só por isso fazer valer
o passo que se dá na calmaria.
ali, o murmúrio tornou-se grito
não se alcança além de um metro
a via acelera pela inquietação.

lembrar supõe conhecer
escutar ver com os olhos
andar com as mãos abertas
falar através do silêncio
seguir um ponto no infinito
encontrar as coisas simples.


Paula Santos

Undenied Pleasures por Nuno Baptista (#38/2015)



Assinalando os 20 anos desde o lançamento de Last Splash, em 1993, os The Breeders deram nova vida a este álbum com uma reedição repleta de coisas boas, sete discos de vinyl e três cds compõem a "box" que celebrou o aniversário. Nas gravações temos músicas da altura que não foram divulgadas e na "artwork" do álbum temos algo conceptualmente irreverente e imaginativo, ou seja, cumpre a visão de Kim Gordon (baixista e fundadora dos Sonic Youth, foi a realizadora do teledisco de Cannonball), bem como da restante banda grandiosa que são os The Breeders.
Fiquem com "Cannonball".


SCREEN SHOT por A.A.M. (#38/2015)

(Screen Shot é escrito segundo a nova variação ortográfica.)


Filme: HUMAN [HUMANOS] (2015)
Realização: Yann Arthus-Bertrand


Yann Arthus-Bertrand é jornalista, e amante da natureza e do ambiente. Seu trabalho fotográfico foi diversas vezes publicado pela National Geographic e exibido em diversos países. Neste projeto: HUMAN, percorreu o mundo à procura das mais autenticas estórias, sobre homens e mulheres, sobre pessoas reais. Guerra e paz, amor e ódio, o passado, o presente e o futuro do Homem e do planeta. O que aqui é reunido é a essência, é a alma, aquilo que nos define e nos faz ser diferentes, e ser iguais. É o que nos torna… Humanos.




Através de uma parceria com a Google, e de forma a alcançar o maior número possível de pessoas, o filme foi disponibilizado no youtube numa versão extendida de três volumes, os quais partilhamos aqui na sua versão em português.


HUMAN Extended version VOL.1


HUMAN Extended version VOL.2


HUMAN Extended version VOL.3