Jay Jay Johanson lançou há dois anos o seu Best Of. Não sou propriamente de "Best Ofs", mas há que dar o mérito a Johanson, a selecção não está nada má e ainda incluí versões nunca divulgadas. Conhecido pelo seu Synthpop, Electroclash, Trip-hop e por tantas, tantas músicas de grande qualidade, como Believe In Us; Milan, Madrid, Chicago, Paris, entre várias, este apanhado à sua carreira faz jus a este Homem oriundo da Suécia. Temos a beleza, temos a melodia, as divagações e a ousadia. Para ouvir novamente, cá está a "Believe In Us".
Pomar de Letras é uma colaboração de diversos amigos, em formato "zine". Tem por objectivo encontrar um espaço no nosso meio cultural e divulgar a obra e propostas dos seus colaboradores nas mais variadas expressões. Conta por isso com o apoio e a colaboração de todos. Partilha connosco a tua arte, contacta-nos através da conta de correio electrónico pomardeletras@gmail.com, para que juntos, possamos florescer e ser frutos desta pequena (r)evolução.
domingo, 8 de novembro de 2015
SCREEN SHOT por A.A.M. (#45/2015)
(Screen Shot é escrito segundo a nova variação ortográfica.)
Série: Supergirl (2015)
Criação: Ali Adler, Greg Berlanti, Andrew Kreisberg
Série: Supergirl (2015)
Criação: Ali Adler, Greg Berlanti, Andrew Kreisberg
Para além dos filmes, dos quais sou declarado fã, vi também durante algum tempo as séries relacionadas: Lois & Clark: As Novas Aventuras do Super-Homem e Smallville. O Super-Homem é o super herói por excelência. Nesta nova série é-nos apresentada a personagem já conhecida da DC Comics e criada por Otto Binder e Al Plastino, a Supergirl. Prima de Kal-El, estreou-se em Outubro nas suas aventuras em nome próprio e promete dar que falar no mundo das heroínas. Up and Away!
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
Ditados Impopulares (#21/2015)
(Os ditados Impopulares estiveram offline, por motivos técnicos, mas estão de volta à Pomar de Letras e ao facebook.)
"Um provérbio que todos os entaipadores de escolas e bibliotecas deveriam saber, uma vez que o conhecimento nunca está ilegal em edifícios públicos devolutos."
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
Poesia de primeira, à Segunda-Feira (#44/2015)
Cansaço
O que há em mim é sobretudo cansaço —
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas —
Essas e o que falta nelas eternamente —;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada —
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimo, íssimo, íssimo,
Cansaço...
O que há em mim é sobretudo cansaço —
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas —
Essas e o que falta nelas eternamente —;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada —
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimo, íssimo, íssimo,
Cansaço...
Fernando Pessoa - Álvaro de Campos
Undenied Pleasures por Nuno Baptista (#44/2015)
Conhecidos pelos estilos Neoclassic, Downtempo e Trip-hop, Nazar Traunm & MoVoX lançaram, em 2013, Nothing Is Going Wrong, álbum que conta com a voz de Oda May e Chris para fornecer carácter a um trabalho que nos envolve com as suas variações rítmicas, como uma espécie de onda a passar por cima de nós quando estamos debaixo de água. Nothing Is Going Wrong poderá suscitar dúvidas, mas caro leitor, rapidamente desaparecem com a sonoridade criada.
Fiquem com Nothing Is Going Wrong, o álbum na integra.
sexta-feira, 30 de outubro de 2015
SCREEN SHOT por A.A.M. (#44/2015)
(Screen Shot é escrito segundo a nova variação ortográfica.)
Clássico: Scarlet Street [Almas Perversas] (1945)
Realização: Fritz Lang
Enquadrado no estilo americano de Film Noir, Almas Perversas, realizado pelo mestre das artes cinematográficas Fritz Lang, é um filme de suspense criminal bem ao estilo da época, no dito ano de 1945. Acusado de ser imoral e corrupto, o filme chegou a ser proibido por retratar uma obsessão amorosa de um homem de meia-idade de classe média por uma rapariga da plebe com a qual combina um estratagema criminoso. Cenografia e técnica ao melhor nível, com um elenco conceituado, é na sua conceção um dos grandes filmes do género.
quinta-feira, 29 de outubro de 2015
Animagem (#22/2015)
Dark Side (*Desconhecido), literalmente Lado Negro, invocar-nos-á, certamente, à memória a saga Guerra das Estrelas - e o seu desconhecido poder, clamado por Darth Vader - ou o fantástico álbum dos britânicos Pink Floid, The Dark Side of the Moon. No primeiro caso, o dark side refere-se mesmo a um lado negro, sombrio, o uso maligno da Força; no caso dos segundos, "O Lado Negro da Lua", refere-se à face oculta da lua, aquela que nunca nos é revelada quando da Terra olhamos o astro satélite extasiados.
Dark Side centra-se (mais) na segunda acepção, no sentido do desconhecido e da sua amedrontada e insciente exploração, impelida pela inata curiosidade do ser consciente; porém, não descura o sentido sombrio também este inato aos seres vivos e ao nosso sentido de sobrevivência.
(*Tradução livre.)
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