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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Undenied Pleasures por Nuno Baptista (#04/2016)

OOFJ - Disco To Die To - 2013





OOFJ, que se pronuncia "O of J", é uma banda Americana de "Trip-tronic" extraordinária. A crítica considerou que eles quebraram todas as regras com este trabalho de estreia acima da média. Juntam a "LA Symphony" com os ritmos que desenvolvem, dando profundidade a este álbum tão poderoso com pulsares lentos e acelerados conjugados imperialmente. Fiquem com o single "Opal Skin".


SCREEN SHOT (#04/2016)

Filme: The Martian [Perdido em Marte] (2015)
Realização: Ridley Scott


Perdido em Marte conta a história do astronauta Mark Watney que, após um incidente durante uma tempestade em Marte, é declarado morto e o seu corpo desaparecido, acabando abandonado no planeta vermelho. A premissa é simples mas o resultado é interessantíssimo, com rasgos de humor inteligentes e tiradas de total desabafo humano, Ridley Scott realiza mais um filme fantástico com uma forte marca visual e fluidez da história que nos fazem torcer por Mark Watney e para que uma vez mais, o resgate de uma persoagem de Matt Damon seja bem sucedido.

Em jeito de brincadeira Kynan Eng, um investigador australiano, resolveu calcular a quantidade de dinheiro despendida, ao longo dos anos e das metragens,  para salvar personagens interpretadas por Matt Damon, desde Coragem debaixo de Fogo até este mais recente Perdido em Marte, resultando nuns impressionantes 900 mil milhões de dólares, e uns trocos. Questionado sobre esta frequente necessidade de resgate das suas personagens, o próprio actor assumiu tratar-se uma pessoa muito perdível.


sábado, 23 de janeiro de 2016

Animagem (#02/2016)

The Lonely Bachelor (*O Solteiro Solitário) é uma animação simples sobre esperança e amor.




(*Tradução livre.)

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Poesia de primeira, à Segunda-Feira (#03/2016)

o mundo apaixona-se é grande
adora-te e assim ama
quer ver-te por onde ande
essência a vida chama

tua imagem todos querem venerar
dia e noite sonham contigo
nessa fragrância talento geram
o amor salvas de perigo

nada em ti finda
vivem mar e céu profundamente
no corpo extático de tua vinda

alegria surge quando se sente
no silêncio teu rosto ainda
gracioso e cadente


César Augusto

Undenied Pleasures por Nuno Baptista (#03/2016)

DJ Day - Land Of 1000 Chances





De DJ Day, ou seja Damian Beebe, o muito aclamado pela crítica "Land Of 1000 Chances" álbum que explora o Downtempo e o Jazz de uma forma exímia, a crítica, mesmo antes do lançamento, já o denominava como um dos melhores álbuns de 2013, ou seja, extraordinário. Day afirmou que procurou, com a mistura do Downtempo e do Jazz, dar asas à imaginação de cada ouvinte, poder fazer com que existam chances no mundo de cada um. A meu ver, conseguiu.
Fiquem com "Land Of 1000 Chances".


SCREEN SHOT por A.A.M. (#03/2016)

(Screen Shot é escrito segundo a nova variação ortográfica.)


Filme: O Leão da Estrela (2015)
Realização: Leonel Vieira


Com estreia em 1947, O Leão da Estrela é um filme de ficção português realizado por Arthur Duarte que fez as delícias do público na altura tornando-se um dos filmes mais memoráveis da época e do cinema português. Foi recentemente atualizado por Leonel Vieira, com o conjunto de atores Miguel Guilherme, Sara Matos, Ana Varela, Dânia Neto, Manuela Couto, Aldo Lima, André Nunes, José Raposo, Alexandra Lencastre, entre outros. Será que o cinema português, na atual era, se reflete no saudosismo, no conteúdo reinventado, ou nem isso, reformulado? Tem de ser visto para se perceber que é mais do que isso. E que há verdadeiro interesse em produzir e realizar filmes em português sendo que este é o segundo filme de uma triologia, em que o primeiro da série, também uma reformulação, foi o filme português mais visto nos cinemas da última década. Uma fórmula de sucesso? O público agradece.


terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Ditados Impopulares (#01/2016)



"Um provérbio que não se importa de estar de ressaca desde que não pague para vomitar."


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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Poesia de primeira, à Segunda-Feira (#02/2016)

Silêncio


Uma noite,
quando o mundo já era muito triste,
veio um pássaro da chuva e entrou no teu peito,
e aí, como um queixume,
ouviu-se essa voz de dor que já era a tua voz,
como um metal fino,
uma lâmina no coração dos pássaros.

Agora,
nem o vento move as cortinas desta casa.
O silêncio é como uma pedra imensa,
encostada à garganta.


José Agostinho Baptista

Undenied Pleasures por Nuno Baptista (#02/2016)

Steve Mason - Monkey Minds in the Devil's Time





O Escocês Steve Mason regressa este ano com o álbum "Meet the Humans" e o seu som caracterizado pelo "combo" entre Trip-hop, Folk e Indie Rock. Para quem não se lembra, este Steve Mason foi um dos mentores dos "The Beta Band" que seguiu a solo posteriormente e agora está de volta. Enquanto o novo álbum não chega, recuperamos o trabalho anterior "Monkey Minds In The Devil´s Time" e o single "Fight Them Back".


sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

SCREEN SHOT por A.A.M. (#02/2016)

(Screen Shot é escrito segundo a nova variação ortográfica.)


Filme: Carol (2015)
Realização: Todd Haynes


Filme adaptado do livro The Price of Salt (1952), de Patricia Highsmith, tem como estória central os laços de intimidade criados entre uma jovem fotógrafa e uma mulher mais velha. Therese (Rooney Mara) conhece Carol (Cate Blanchet) na loja de brinquedos onde trabalha, quando Carol procura um brinquedo para a sua filha. A partir daí o enredo desenvolve-se para culminar num dos filmes mais aclamados em Cannes, acumulando já incontáveis nomeações e alguns prémios. Sempre com perspetivas personalizadas, Todd Haynes traz-nos um filme com uma temática actual e presente, bem ao estilo de imagem e qualidade que já nos tem habituado, com aquilo que se prevê seja também um dos favoritos e já nomeado para os prémios mundialmente conhecidos deste ano.


quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Animagem (#01/2016)

Uma estação de comboios, um papel; qual papel? Aquele papel que voa, aquele que se imprime da face. Os papéis que voam e transportam sonhos e sentimentos.


segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Poesia de primeira, à Segunda-Feira (#01/2016)

Eidolon


uma roda-viva
de música e risos
de flores e umbigos
estremecem ossos
pensamentos
sonho e tudo

O sangue aflui
ao palato-mundo
e convulsa
um epitáfio

escrito em tons de azul.


Rosa Nobre Camilo

Undenied Pleasures por Nuno Baptista (#01/2016)



Black Chamber é uma banda de Portland que faz uma infusão dos ritmos do "Trip-hop" com ambientes modernos de "Jazz". "Black Chamber" é o álbum de estreia da banda que nos envolve com mestria em todo o panorama gerado nas características dos estilos. Melhor estreia não era fácil, a crítica logo aclamou este trabalho dizendo que o mesmo é "dreammy", intimista e belo. Rendam-se a Black Chamber com "Other Days".


sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

SCREEN SHOT por A.A.M. (#01/2016)

(Screen Shot é escrito segundo a nova variação ortográfica.)

É comum fazerem-se nesta altura listas dos melhores do último ano ou ainda, uma lista de revolucionárias mudanças para o ano vindoiro. Pois aqui não teremos isso mas sim continuidade. Porque na verdade quando vemos séries, especialmente as preferidas, o que queremos quase sempre é que nunca acabem, “só mais um episódio…” Ficam aqui algumas propostas de continuidade e, para quem ainda não segue estes tramas, a sugestão de o começar a fazer. Bom Ano!


DowntonAbbey - 6.ª temporada


Wayward Pines - 2.ª temporada

Grey's Anatomy - 12ª temporada

Modern Family - 7ª temporada

The Last Man on Earth - 2ª temporada

New Girl - 5ª temporada

The 100 - 3ª temporada

Undenied (New Year's) Pleasures

Mais uma volta, mais uma ficha. Metade do mundo já ressaca o novo ano, enquanto nós acabámos de o saudar e ainda há quem espere a sua vez. Para todos, há sempre prazeres inegados e momentos de boa música, Undenied Pleasures regressa no Domingo, para mais um ano de partilhas, até lá, fica a lista das 52 propostas de 2015. Um abraço e um novo ano feliz.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Feliz Animagem

Em véspera de Ano Novo, e após um ano de Animagem, para animar esta noite e muitas outras, a Pomar de Letras partilha a lista da curtas metragens que ao longo de 2015 foram partilhadas com o público. Um 2016 feliz. ;)




Livros que nos devoram por Luísa Félix (#11/2015)

Novelas Exemplares, de Miguel de Cervantes


«Yo soy el primero que he novelado en lengua castellana, que las muchas novelas que en ella andan impresas todas son traducidas de lenguas estranjeras, y éstas son mías propias, no imitadas ni hurtadas: mi ingenio las engendró, y las parió mi pluma, y van creciendo en los brazos de la estampa.»

«La poesía es una bellísima doncella, casta, honesta, discreta, aguda, retirada, y que se contiene en los límites de la discreción más alta. Es amiga de la soledad, las fuentes la entretienen, los prados la consuelan, los árboles la desenojan, las flores la alegran, y, finalmente, deleita y enseña a cuantos con ella comunican.»









Miguel de Cervantes, Novelas Ejemplares


Miguel de Cervantes (Alcalá de Henares, 1547 - Madrid, 1616) ficou sobretudo conhecido por ter escrito D. Quixote, que fez com que outras obras, como Novelas Exemplares, tenham sido relegadas para segundo plano.

O volume com o título de Novelas Exemplares, que teve como primeiro título Novelas ejemplares de honestíssimo entretenimiento, integra doze narrativas curtas, escritas entre 1590 e 1612. A acção destas narrativas gravita em torno de personagens-tipo, através das quais, o autor retrata a sociedade do seu tempo. 

Destaco deste conjunto de novelas O Velho Ciumento e O Licenciado , El Celoso Estremeño e El Licenciado Vidriera, no original. 

A primeira novela tem como protagonista um comerciante de idade avançada que casa com uma jovem. Ele é de tal modo ciumento que, para evitar que, na sua ausência, a esposa o traia ou seja abordada por outros homens, constrói uma casa sem janela e com uma só porta. Apesar deste esforço e de ter recomendado à criada que não permitisse que alguém entrasse em casa ou que a esposa saísse, esta acabou por traí-lo com um vendedor de azeite que conseguiu aceder à cozinha. 

A segunda revela-se igualmente curiosa. A personagem central é um jovem universitário que estuda em Salamanca e que acaba por enlouquecer. No seu estado de loucura, vê-se como um garrafão de vidro. O seu medo de se partir é tal que evita caminhar junto às casas para que nenhuma telha o parta.

Representativas da chamada literatura picaresca, estas novelas integram não só personagens bizarras e exageradas, tanto ao nível do carácter como do comportamento, como abordam temas cliché, como o ciuúme, a infidelidade, a loucura, o roubo, entre outros, lembrando, em certa medida, Gil Vicente.


A autora, Luísa Félix, pode ser seguida no seu blogue, Letras são papéis.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Ditados Impopulares (#26/2015)



"Um provérbio que pede novas invasões de campo por parte de mamíferos esguios e dotados de boa dentição."


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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Poesia de primeira, à Segunda-Feira (#52/2015)

A escolha desta semana, a última deste ano civil, recaiu sobre um autor de Macedo de Cavaleiros e que carrega no próprio apelido a literatura, particularmente a poesia. Primo e sobrinho de autores publicados e renomados, pareceu-me, somente, justo que o poema proposto fosse escolhido pela sua irmã, Elsa Pires Cabral, amante das letras e das palavras; de as dizer e de as ouvir. Outras escolhas da Elsa podem ser acompanhadas nos seus blogues "xushima" onde partilha alguns "mementos"; "dizerpoesia" onde a poesia nos chega nas suas palavras e nas de outros que com ela partilham essas palavras; e "words-not-thougts" página pessoal onde a poesia escorre das suas veias.
Da autoria do Miguel, escolhido pela sua irmã Elsa:


As pessoas preenchem espaços


As pessoas preenchem espaços.
Como se por obra da sua existência
se nos pudessem emprestar
um pouco daquilo que são.

Preenchem espaços e partilham,
coexistem-se no amor.
Ocupam a parte que lhes pertence
levando consigo um pouco de nós.

E o outono desencaminha-nos
entre sorrisos e abraços
que se não dão.
Por exemplo, no outro dia

imaginei – enquanto mijava –
amigos e o espaço que ocupam
no outono, quando a chuva
regressa e nos limita os corpos

criando lugares vagos
na nossa cabeça ou
dentro dos espaços
que a razão nos vaga.

E enquanto mijava pensei nos versos
e na poesia das pessoas
que ocupam espaços
e fazem parte de nós

daquilo que somos ou julgamos ser
dentro das nossas cabeças. Mas as
pessoas ocupam espaços, não o espaço
físico de uma sala de quatro paredes

mas antes os espaços que partilhamos
na nossa memória:
o espaço que dispomos
dentro da nossa cabeça ou coração.

É assim que os poemas se compõem
com este vagar de aranha
entre nós que se atam à vida
como a gente que se enreda por nós.

E é assim que os espaços se preenchem
nas nossas cabeças como se a voz
que trazemos por dentro
fosse um reflexo da nossa loucura

um espaço aberto e coberto de amor
entre outros espaços, prontos a partilhar.




(Montagem de Elsa Pires Cabral sobre imagem original de Masao Yamamoto.)

domingo, 27 de dezembro de 2015

Undenied Pleasures por Nuno Baptista (#52/2015)



Broke é uma banda Dinamarquesa que faz uma "electrónica" capaz de rivalizar com os aclamados Daft Punk (por exemplo). "Out Of Existence" é explosivo, dotado de grande classe e de uma energia muito específica. A fazer furor na Dinamarca, este duo prima pela audacidade e afirma que a melhor música que os define enquanto "banda" é mesmo a "Out Of Existence" que explora todas as características mencionadas. Para comprovar aqui fica, "Out Of Existence".