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domingo, 28 de fevereiro de 2016

Undenied Pleasures por Nuno Baptista (#09/2016)

Moth Equals - Uncollected [2013]





O produtor de Trip-hop e Dubstep Moth Equals lançou, em 2013, "Uncollected". Perfeito para dias de chuva, este trabalho demonstra evolução na orquestração das músicas e intensidade inesperada nas mesmas. Com o intuito de cativar os amantes do estilo, neste "Uncollected", os ambientes negros, mas também cativantes, envolvem-nos para nos deixarmos estar no conforto do sofá e ouvir a chuva lá fora. Fiquem com o single "Clouds Of Our Own"


sábado, 27 de fevereiro de 2016

Conto do Beijo Negro com Três Grandes Conselhos de Aires 2/10 (Obra de Paulo Seara)

aqui a primeira parte, se não leste ainda, ou quiseres reler.


Conto do Beijo Negro com Três Grandes Conselhos de Aires



2



O Aires estava a dormir e a companheira deu-lhe um Beijo Negro com tanta força que o mordeu, imediatamente fugiu do quarto e foi desinfectar a ferida com mijo, considerava-o anti-séptico. Deve ser por isso que as bebidas que misturava com a pila nunca fizeram mal a ninguém, a não ser que bebessem demasiado e mijassem numa tomada eléctrica.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

SCREEN SHOT por A.A.M. (#09/2016)

(Screen Shot é escrito segundo a nova variação ortográfica.)


Clássico: Braindead [Morte Cerebral] (1992)
Realização: Peter Jackson


Na semana em que inicia mais uma edição anual do Fantasporto, Festival Internacional de cinema do Porto, a sugestão para o filme clássico do mês é um dos mais fiéis representantes do género misto de comédia, horror e fantástico tão característico da génese do festival: Braindead. Num dos primeiros filmes de Peter Jackson como realizador principal e vencedor do Grande Prémio Fantasporto 1993, este filme marca a história do cinema também por ser um dos filmes mais sangrentos de sempre! No argumento, uma senhora segue o seu filho num encontro que ocorre no jardim zoológico, onde acaba por ser mordida por um animal, um macaco-rato-de-Sumatra, que lhe transmite uma doença pela qual vem a falecer. O espanto é que a mãe “acorda” sedenta de sangue e começa a morder animais, pessoas em geral, amigos e familiares naquilo que se torna num épico cenário de mortos-vivos descontrolados. Uma vez visto, não é algo que se consiga esquecer. A não perder!


Livros que nos devoram por Luísa Félix (#02/2016)

Não Matem a Cotovia, de Harper Lee


«As cotovias não fazem mais nada senão cantar para satisfação nossa. Não comem coisas nos jardins das pessoas, não fazem ninhos nas searas, não causam danos a ninguém. É por isso que é pecado matar uma cotovia.»


Bastou a Nelle Harper Lee ter escrito “To Kill a Mocking Bird”, título que em português surge em três versões – “Não Matem a Cotovia”, “Por Favor, Não Matem a Cotovia” e “Mataram a Cotovia” -, para inscrever o seu nome na galeria de clássicos da literatura.

Harper Lee, como ficou mundialmente conhecida a escritora norte-americana que faleceu no passado dia 19, com quase 90 anos, publicou “Não matem a cotovia”, o seu primeiro romance, em 1960. Este foi um sucesso imediato de vendas, tendo valido à autora o Prémio Pulitzer. Em 1962, a obra foi adaptada ao cinema por Robert Mulligan, num filme protagonizado por Gregory Peck, que recebeu o óscar de melhor actor.

A acção de “Não Matem a Cotovia” decorre em Maycomb, uma pequena cidade do Sul dos Estados Unidos, no período da Depressão. Atticus Finch, o protagonista, advogado (como o pai da autora), viúvo e pai de dois filhos, Jean Louise, que todos tratam por Scout, e Jem, é incumbido de defender um rapaz negro, acusado injustamente de ter violado uma jovem branca. É Scout quem, alguns anos depois, já adulta, narra os acontecimentos, que surgem filtrados pela distância temporal e pela visão inocente de uma rapariga de sete anos.

Scout prefere vestir-se como um rapaz e ter como companheiros de brincadeiras o irmão e Dill, um vizinho mais novo, personagem inspirada no vizinho e amigo Truman Capote, autor de “A Sangue Frio”. Apesar da atenção de Atticus e dos cuidados de Calpurnia, a empregada de cor, que é tratada como um elemento da família, Scout e Jem, quase sempre acompanhados por Dill, passam os dias de férias em liberdade e a espiar a casa de um vizinho mais velho que tem um atraso mental e que praticamente não sai à rua. Contudo, Boo Radley simpatiza com os irmãos Finch, deixando-lhes pequenas lembranças, algumas fabricadas por si, no buraco do tronco de uma árvore.

Atticus Finch surge como um símbolo de coragem, que defende, com serenidade e ponderação as suas convicções e que não vacila perante as ameaças de uma comunidade conservadora e preconceituosa, mesmo quando sente comprometida a sua segurança e a dos próprios filhos. Este advogado viúvo revela-se um homem à frente do seu tempo, tolerante e íntegro, que ensina aos filhos, pelo exemplo e pelas palavras, o respeito por si próprios e pelos outros. Apesar de defender com determinação Tom Robinson, o seu cliente, não consegue que este seja o primeiro negro a vencer uma causa contra um branco, na cidade de Maycomb.

“Não Matem a Cotovia” constitui um protesto contra uma sociedade conservadora e racista e um documento com contornos históricos e sociológicos, na medida em que a autora, influenciada pelas suas próprias vivências, retrata o dia-a-dia de uma cidade pequena da América dos anos 30. Talvez estes factores, a par da intriga e da riqueza humana das suas personagens, justifique o sucesso da obra que em sido lida por diferentes gerações de leitores.

Harper Lee nasceu em 1926 em Monroeville, uma cidade pequena do Alabama, e formou-se em Direito na Universidade do Alabama. Em 1950, mudou-se para Nova Iorque, onde trabalhou numa companhia aérea. Durante dois anos, graças às doações de amigos, suspendeu o seu trabalho, para se dedicar à escrita de “Não Matem a Cotovia”. Depois desta obra, a autora escreveu ensaios e contos e só em 2015 publicou “Vai e Põe uma Sentinela” (“Go Set a Watchman”, no original), que terá sido escrito antes de “Não Matem a Cotovia”.


Gregory Peck e Harper Lee, durante a gravação do filme “Na Sombra e no Silêncio”


A autora, Luísa Félix, pode ser seguida no seu blogue, Letras são papéis.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Poesia de primeira, à Segunda-Feira (#08/2016)

Há palavras que nos beijam


Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca,
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto,
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas, inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído,
No papel abandonado)

Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.


Alexandre O'Neill

Undenied Pleasures por Nuno Baptista (#08/2016)

This Is Head - The Album Id - 2013




Oriundos da Suécia, This Is Head são uma banda de Indie Rock extremamente poderosa que nos encaminha pelas emoções que transmitem. Lançaram em 2013 o seu segundo álbum, "The Album Id", um trabalho expressivo que recorre a diferentes dinâmicas para captar as nossas atenções com músicas cheias de surpresas inesperadas, mas não menos fantásticas. A comprovar o mencionado, o tema de abertura "A-B Version".