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terça-feira, 8 de março de 2016

Ditados Impopulares (#05/2016)



"Um provérbio a fazer lembrar que por mais tesos se juntem não se faz grande vaquinha"


Segue os Ditados Impopulares no facebook. ;)

segunda-feira, 7 de março de 2016

Poesia de primeira, à Segunda-Feira (#10/2016)

Pernoitas em mim


pernoitas em mim
e se por acaso te toco a memória... amas
ou finges morrer

pressinto o aroma luminoso dos fogos
escuto o rumor da terra molhada
a fala queimada das estrelas

é noite ainda
o corpo ausente instala-se vagarosamente
envelheço com a nómada solidão das aves

já não possuo a brancura oculta das palavras
e nenhum lume irrompe para beberes


Al Berto

domingo, 6 de março de 2016

Undenied Pleasures por Nuno Baptista (#10/2016)

Still Corners - Strange Pleasures - 2013





Os Still Corners são um projecto musical Londrino do produtor Greg Hughes e da vocalista Tessa Murray. Com um Indie Pop de grande qualidade, como a Inglaterra o sabe fazer, Still Corners lançaram em Maio de 2013 "Strange Pleasures". De acordo com a "Pitchfork" este álbum está dentro dos parâmetros que a banda gerou no primeiro álbum, algo que valeu um prémio à banda atribuído pela mesma "Pitchfork". Sem dar por isso vejo-me a fazer o "replay" das músicas, dada a qualidade. Fiquem com "The Trip".


Conto do Beijo Negro com Três Grandes Conselhos de Aires 3/10 (Obra de Paulo Seara)

Lê aqui a primeira parte, e aqui a segunda, se não leste ainda, ou quiseres reler.


Conto do Beijo Negro com Três Grandes Conselhos de Aires



3


Um cliente do café do Aires escorregou no chão molhado da casa de banho e bateu com a cabeça numa tomada eléctrica. O Aires foi ver o ferido, e fez um curativo com mijo, que vazou forçadamente da bexiga, algodão e uma compressa. Depois, para animar o cliente entontecido deu-lhe uma bebida que evidentemente mexeu com a pila. O gajo que se estatelou tinha tido um mau dia; já de manhã houvera um fogo na cozinha do apartamento e os bombeiros entraram na casa dele, surpreendendo-o nu a dormir no quarto.

SCREEN SHOT por A.A.M. (#10/2016)

(Screen Shot é escrito segundo a nova variação ortográfica.)


Série: Vinyl (2015)
Criadores: Martin Scorsese, Mick Jagger, Terence Winter e Rich Cohen


Richie Finestra, interpretado por Bobby Cannavale, é o diretor executivo de uma editora discográfica, a American Century, e tenta a todo custo relançar a sua marca. Repleta de emoção retrata Nova Iorque no frenesim dos anos 70 no ambiente musical que inspirou todo o mundo. Nomes como Max Casella, James Jagger, J.C. MacKenzie, Olivia Wilde e Ray Romano inundam de festividade e suspense todo o cenário. O episódio piloto foi realizado pelo próprio Martin Scorsese e a aceitação foi tal que decidiu continuar a participar na realização de mais episódios para a segunda temporada. O tema não é novo, já na série Empire, a mesma abordagem foi feita, mas o estilo próprio que marcou uma época não deixará ninguém indiferente e o espetador é cativado desde os primeiros segundos. Com boa música à mistura.


sexta-feira, 4 de março de 2016

Animagem (#05/2016)

"O masoquista projecta uma entidade exterior para atingir um nível repulsivo de auto-abuso."


Freud


É com base nesta citação de Sigmund Freud, que Patrick Smith ilustra Puppet (*Fantoche), uma história onde as marionetas ganham vida, ou a vida se anima nas marionetas?


terça-feira, 1 de março de 2016

Poesia de primeira, (atrasou-se e chegou) à Terça-Feira (#09/2016)

Alegoria do mundo na passagem de Arnaldo de Villanova


Outro tigre leão e prata e crina
te esperam sob o vaso menstrual
Separarás primeiro a água e a mina
porque a Água não é um mineral

No coágulo te espera areia fina
e sob a areia planta sideral
que ao manto do Rei Verde se combina
porque a Planta não é um vegetal

Ao homem cabe o Ouro de buscá-lo
E a sua cria morta ou imortal
tirá-la-ás do ventre de cavalo
porque o Homem não é um animal

E se o espelho de cobre te fascina
se te aparece o Monstro do Umbral
que à ignea terra o astro abismo ensina
e nas trevas afunda o Bem e o Mal

Reduz expurga fende e ilumina
e com espada de fogo talha e inclina
porque o Fogo não é o seu sinal


Mário Cesariny