(*Tradução livre)
Pomar de Letras é uma colaboração de diversos amigos, em formato "zine". Tem por objectivo encontrar um espaço no nosso meio cultural e divulgar a obra e propostas dos seus colaboradores nas mais variadas expressões. Conta por isso com o apoio e a colaboração de todos. Partilha connosco a tua arte, contacta-nos através da conta de correio electrónico pomardeletras@gmail.com, para que juntos, possamos florescer e ser frutos desta pequena (r)evolução.
quinta-feira, 17 de março de 2016
Animagem (#06/2016)
Crianças, magia e a aventura acontece, Vudu Dolls (*Bonecos Vudu).
(*Tradução livre)
(*Tradução livre)
quarta-feira, 16 de março de 2016
Poesia de primeira, à Segun... (cof, cof) Quarta-Feira (#11/2016)
Poema em linha recta
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cómico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possiblidade do soco;
Eu que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu que verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo,
Nunca teve um acto ridículo, nunca sofreu um enxovalho,
Nunca foi senão princípe - todos eles princípes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana,
Quem confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó princípes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e erróneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que tenho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
Álvaro de Campos
Undenied Pleasures por Nuno Baptista (#11/2016)
Mat3r Dolorosa - Think About Your Future Now - 2013
Mat3r Dolorosa, entenda-se Tristan Spella, lançou em Janeiro, de 2013, "Think About Your Future Now". Amante de Massive Attack, Björk, Radiohead ou DJ Krush, (o que já perspectiva algo de muito bom) Spella afirma que este trabalho foi um longo processo criativo de introspecção e experimentação de várias estruturas rítmicas de forma a que este trabalho pudesse invadir o espaço e deixar a sua marca. Creio que assim o fez. Fiquem com "The Way Of Samourai".
Conto do Beijo Negro com Três Grandes Conselhos de Aires 4/10 (Obra de Paulo Seara)
Lê, ou relê, as partes anteriores; 1; 2; 3;
Conto do Beijo Negro com Três Grandes Conselhos de Aires
4
Um dia o Aires sentiu-se muito apertado ao balcão e deixou de mexer as bebidas com o sarramalho. Ao entrar na casa de banho encontrou um casal de namorados a discutir por causa de um Beijo Negro, e perguntou se estavam ali para discutir ou usar os sanitários. Curioso, foi para casa e fez uma pesquisa sobre o tema. Naquela noite estava tão excitado que telefonou à namorada dizendo-lhe para passar lá por casa porque tinha uma surpresa para lhe fazer. Ela não aceitou, e disse horrorizada que não punha os pés na casa dele enquanto não concertasse a tomada eléctrica onde se tinha queimado. O Aires, o coitado do Aires, dormiu sozinho e nu naquela noite. Nu como sempre fazia.
SCREEN SHOT por A.A.M. (#11/2016)
(Screen Shot é escrito segundo a nova variação ortográfica.)
Filme: The Homesman [Uma Dívida de Honra] (2014)
Realização: Tommy Lee Jones
Filme: The Homesman [Uma Dívida de Honra] (2014)
Realização: Tommy Lee Jones
Mary Bee Cuddy (Hillary Swank) é uma mulher de meia idade e espírito independente que recebe propostas de casamento após comprar uma quinta no Nebrasca. Desiludida com as propostas e oposta à “obrigação” de casar, decide manter-se solteira e ajudar outras mulheres. Para isso recruta George Briggs (Tommy Lee Jones) para ajudar a transportar mulheres numa travessia difícil, garantindo que nada de pior lhes acontecesse. Um western a sair dos moldes habituais onde reina a plenitude da paisagem e a monotonia da jornada apenas interrompida pela expetativa de algo acontecer. Selecionado para o festival de Cannes em 2014, foi vastamente aclamado pelos críticos. Em termos de curiosidade, o título do filme teve origem no livro em que se baseia, em que Home (Casa) e Man (Homem) formam a expressão Homesman, aquele que devolvia as pessoas à sua origem, aquele que as levava de regresso a casa.
Estamos de volta!
Pois é pessoal, parece que 2016 está a ser difícil quanto à práctica e manutenção de horários e rotinas semanais por parte da Pomar de Letras. Para que não digamos que a culpa é do editor, vamos assumir que a Pomar de Letras esteve de cama, com uma gripe e febre ligeira, e que não pôde publicar-se, porque estava de baixa médica. Mas, ainda que meio ranhosa, a "zine" está de volta, com as publicações em atraso e a esperança de não se atrasar mais, pelo menos esta semana.
Um grande abraço,
boas rubricas, boas leituras.
E já agora, um bom resto de semana. ;)
terça-feira, 8 de março de 2016
Ditados Impopulares (#05/2016)
"Um provérbio a fazer lembrar que por mais tesos se juntem não se faz grande vaquinha"
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