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segunda-feira, 21 de março de 2016

Undenied Pleasures por Nuno Baptista (#12/2016)

Young Galaxy - Ultramarine - 2013





Os Young Galaxy são um duo Canadiano de Indie Pop que lançou o álbum "Ultramarine" no dia 2 de Abril de 2013. Considerados como brilhantes, a voz de Catherine McCandless é hipnotizante, o que potencia a qualidade das músicas criadas para este trabalho. Young Galaxy mostra maturidade e objectivos nítidos neste "Ultramarine" que conquistou a crítica e aumentou a legião de fãs. Fiquem com "New Summer".


sábado, 19 de março de 2016

Conto do Beijo Negro com Três Grandes Conselhos de Aires 5/10 (Obra de Paulo Seara)

Lê, ou relê, as partes anteriores; 123; 4;


Conto do Beijo Negro com Três Grandes Conselhos de Aires



5


Certo dia o Aires perguntou à namorada se sabia o que era um Beijo Negro. Ela pensou que era uma mamada; ficando com asco e incomodada disse-lhe que era um badalhoco. Entretanto o Aires pensou caladinho – Se soubesses que mexo as bebidas do bar com a pila passavas-te e deixavas-me. Se soubesses que mijo nas feridas para sará-las. Chamar-me-ias porco imundo, abjecto e anormal. Mas eu sei que me amas apesar das minhas estouvadas ideias, porque gostas de te agarrar a um homem nu durante as noites quentes dos meses de verão.

SCREEN SHOT por A.A.M. (#12/2016)

(Screen Shot é escrito segundo a nova variação ortográfica.)


Filme: Balada de Um Batráquio (2016)
Realização: Leonor Teles


Foi uma das surpresas da última edição da Festa Internacional de Cinema de Berlim – Berninale, e sem dúvida um dos momentos mais inesquecíveis para a jovem artista Leonor Teles. No seu discurso, agradeceu incrédula o prémio, coletando os louros de uma aclamação que no decorrer do próprio festival já viera recolhendo de outros participantes e espetadores. A Balada de Um Batráquio, relata a muito presente e atual discriminação para com a comunidade cigana, fazendo-se demonstrar através da figura de um sapo de loiça. Tendo Leonor Teles origem cigana, pois seu pai é cigano, decide expor o que desde jovem vem reconhecendo como uma mensagem subliminar exposta em vários estabelecimentos públicos sobre a forma dessa estátua figura de sapo verde. O que ela faz, neste pequeno filme de 11 minutos, é não só um protesto como uma aclamação. Uma balada que agora fica para a história do cinema português e internacional.


quinta-feira, 17 de março de 2016

Animagem (#06/2016)

Crianças, magia e a aventura acontece, Vudu Dolls (*Bonecos Vudu).




(*Tradução livre)

quarta-feira, 16 de março de 2016

Poesia de primeira, à Segun... (cof, cof) Quarta-Feira (#11/2016)

Poema em linha recta


Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cómico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possiblidade do soco;
Eu que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu que verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo,
Nunca teve um acto ridículo, nunca sofreu um enxovalho,
Nunca foi senão princípe - todos eles princípes - na vida...

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana,
Quem confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia! 

Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó princípes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e erróneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que tenho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.


Álvaro de Campos

Undenied Pleasures por Nuno Baptista (#11/2016)

Mat3r Dolorosa - Think About Your Future Now - 2013





Mat3r Dolorosa, entenda-se Tristan Spella, lançou em Janeiro, de 2013, "Think About Your Future Now". Amante de Massive Attack, Björk, Radiohead ou DJ Krush, (o que já perspectiva algo de muito bom) Spella afirma que este trabalho foi um longo processo criativo de introspecção e experimentação de várias estruturas rítmicas de forma a que este trabalho pudesse invadir o espaço e deixar a sua marca. Creio que assim o fez. Fiquem com "The Way Of Samourai".


Conto do Beijo Negro com Três Grandes Conselhos de Aires 4/10 (Obra de Paulo Seara)

Lê, ou relê, as partes anteriores; 1; 2; 3;


Conto do Beijo Negro com Três Grandes Conselhos de Aires



4


Um dia o Aires sentiu-se muito apertado ao balcão e deixou de mexer as bebidas com o sarramalho. Ao entrar na casa de banho encontrou um casal de namorados a discutir por causa de um Beijo Negro, e perguntou se estavam ali para discutir ou usar os sanitários. Curioso, foi para casa e fez uma pesquisa sobre o tema. Naquela noite estava tão excitado que telefonou à namorada dizendo-lhe para passar lá por casa porque tinha uma surpresa para lhe fazer. Ela não aceitou, e disse horrorizada que não punha os pés na casa dele enquanto não concertasse a tomada eléctrica onde se tinha queimado. O Aires, o coitado do Aires, dormiu sozinho e nu naquela noite. Nu como sempre fazia.

SCREEN SHOT por A.A.M. (#11/2016)

(Screen Shot é escrito segundo a nova variação ortográfica.)


Filme: The Homesman [Uma Dívida de Honra] (2014)
Realização: Tommy Lee Jones


Mary Bee Cuddy (Hillary Swank) é uma mulher de meia idade e espírito independente que recebe propostas de casamento após comprar uma quinta no Nebrasca. Desiludida com as propostas e oposta à “obrigação” de casar, decide manter-se solteira e ajudar outras mulheres. Para isso recruta George Briggs (Tommy Lee Jones) para ajudar a transportar mulheres numa travessia difícil, garantindo que nada de pior lhes acontecesse. Um western a sair dos moldes habituais onde reina a plenitude da paisagem e a monotonia da jornada apenas interrompida pela expetativa de algo acontecer. Selecionado para o festival de Cannes em 2014, foi vastamente aclamado pelos críticos. Em termos de curiosidade, o título do filme teve origem no livro em que se baseia, em que Home (Casa) e Man (Homem) formam a expressão Homesman, aquele que devolvia as pessoas à sua origem, aquele que as levava de regresso a casa.


Estamos de volta!

Pois é pessoal, parece que 2016 está a ser difícil quanto à práctica e manutenção de horários e rotinas semanais por parte da Pomar de Letras. Para que não digamos que a culpa é do editor, vamos assumir que a Pomar de Letras esteve de cama, com uma gripe e febre ligeira, e que não pôde publicar-se, porque estava de baixa médica. Mas, ainda que meio ranhosa, a "zine" está de volta, com as publicações em atraso e a esperança de não se atrasar mais, pelo menos esta semana.


Um grande abraço,
boas rubricas, boas leituras.


E já agora, um bom resto de semana. ;)

terça-feira, 8 de março de 2016

Ditados Impopulares (#05/2016)



"Um provérbio a fazer lembrar que por mais tesos se juntem não se faz grande vaquinha"


Segue os Ditados Impopulares no facebook. ;)

segunda-feira, 7 de março de 2016

Poesia de primeira, à Segunda-Feira (#10/2016)

Pernoitas em mim


pernoitas em mim
e se por acaso te toco a memória... amas
ou finges morrer

pressinto o aroma luminoso dos fogos
escuto o rumor da terra molhada
a fala queimada das estrelas

é noite ainda
o corpo ausente instala-se vagarosamente
envelheço com a nómada solidão das aves

já não possuo a brancura oculta das palavras
e nenhum lume irrompe para beberes


Al Berto

domingo, 6 de março de 2016

Undenied Pleasures por Nuno Baptista (#10/2016)

Still Corners - Strange Pleasures - 2013





Os Still Corners são um projecto musical Londrino do produtor Greg Hughes e da vocalista Tessa Murray. Com um Indie Pop de grande qualidade, como a Inglaterra o sabe fazer, Still Corners lançaram em Maio de 2013 "Strange Pleasures". De acordo com a "Pitchfork" este álbum está dentro dos parâmetros que a banda gerou no primeiro álbum, algo que valeu um prémio à banda atribuído pela mesma "Pitchfork". Sem dar por isso vejo-me a fazer o "replay" das músicas, dada a qualidade. Fiquem com "The Trip".


Conto do Beijo Negro com Três Grandes Conselhos de Aires 3/10 (Obra de Paulo Seara)

Lê aqui a primeira parte, e aqui a segunda, se não leste ainda, ou quiseres reler.


Conto do Beijo Negro com Três Grandes Conselhos de Aires



3


Um cliente do café do Aires escorregou no chão molhado da casa de banho e bateu com a cabeça numa tomada eléctrica. O Aires foi ver o ferido, e fez um curativo com mijo, que vazou forçadamente da bexiga, algodão e uma compressa. Depois, para animar o cliente entontecido deu-lhe uma bebida que evidentemente mexeu com a pila. O gajo que se estatelou tinha tido um mau dia; já de manhã houvera um fogo na cozinha do apartamento e os bombeiros entraram na casa dele, surpreendendo-o nu a dormir no quarto.

SCREEN SHOT por A.A.M. (#10/2016)

(Screen Shot é escrito segundo a nova variação ortográfica.)


Série: Vinyl (2015)
Criadores: Martin Scorsese, Mick Jagger, Terence Winter e Rich Cohen


Richie Finestra, interpretado por Bobby Cannavale, é o diretor executivo de uma editora discográfica, a American Century, e tenta a todo custo relançar a sua marca. Repleta de emoção retrata Nova Iorque no frenesim dos anos 70 no ambiente musical que inspirou todo o mundo. Nomes como Max Casella, James Jagger, J.C. MacKenzie, Olivia Wilde e Ray Romano inundam de festividade e suspense todo o cenário. O episódio piloto foi realizado pelo próprio Martin Scorsese e a aceitação foi tal que decidiu continuar a participar na realização de mais episódios para a segunda temporada. O tema não é novo, já na série Empire, a mesma abordagem foi feita, mas o estilo próprio que marcou uma época não deixará ninguém indiferente e o espetador é cativado desde os primeiros segundos. Com boa música à mistura.


sexta-feira, 4 de março de 2016

Animagem (#05/2016)

"O masoquista projecta uma entidade exterior para atingir um nível repulsivo de auto-abuso."


Freud


É com base nesta citação de Sigmund Freud, que Patrick Smith ilustra Puppet (*Fantoche), uma história onde as marionetas ganham vida, ou a vida se anima nas marionetas?


terça-feira, 1 de março de 2016

Poesia de primeira, (atrasou-se e chegou) à Terça-Feira (#09/2016)

Alegoria do mundo na passagem de Arnaldo de Villanova


Outro tigre leão e prata e crina
te esperam sob o vaso menstrual
Separarás primeiro a água e a mina
porque a Água não é um mineral

No coágulo te espera areia fina
e sob a areia planta sideral
que ao manto do Rei Verde se combina
porque a Planta não é um vegetal

Ao homem cabe o Ouro de buscá-lo
E a sua cria morta ou imortal
tirá-la-ás do ventre de cavalo
porque o Homem não é um animal

E se o espelho de cobre te fascina
se te aparece o Monstro do Umbral
que à ignea terra o astro abismo ensina
e nas trevas afunda o Bem e o Mal

Reduz expurga fende e ilumina
e com espada de fogo talha e inclina
porque o Fogo não é o seu sinal


Mário Cesariny

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Undenied Pleasures por Nuno Baptista (#09/2016)

Moth Equals - Uncollected [2013]





O produtor de Trip-hop e Dubstep Moth Equals lançou, em 2013, "Uncollected". Perfeito para dias de chuva, este trabalho demonstra evolução na orquestração das músicas e intensidade inesperada nas mesmas. Com o intuito de cativar os amantes do estilo, neste "Uncollected", os ambientes negros, mas também cativantes, envolvem-nos para nos deixarmos estar no conforto do sofá e ouvir a chuva lá fora. Fiquem com o single "Clouds Of Our Own"


sábado, 27 de fevereiro de 2016

Conto do Beijo Negro com Três Grandes Conselhos de Aires 2/10 (Obra de Paulo Seara)

aqui a primeira parte, se não leste ainda, ou quiseres reler.


Conto do Beijo Negro com Três Grandes Conselhos de Aires



2



O Aires estava a dormir e a companheira deu-lhe um Beijo Negro com tanta força que o mordeu, imediatamente fugiu do quarto e foi desinfectar a ferida com mijo, considerava-o anti-séptico. Deve ser por isso que as bebidas que misturava com a pila nunca fizeram mal a ninguém, a não ser que bebessem demasiado e mijassem numa tomada eléctrica.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

SCREEN SHOT por A.A.M. (#09/2016)

(Screen Shot é escrito segundo a nova variação ortográfica.)


Clássico: Braindead [Morte Cerebral] (1992)
Realização: Peter Jackson


Na semana em que inicia mais uma edição anual do Fantasporto, Festival Internacional de cinema do Porto, a sugestão para o filme clássico do mês é um dos mais fiéis representantes do género misto de comédia, horror e fantástico tão característico da génese do festival: Braindead. Num dos primeiros filmes de Peter Jackson como realizador principal e vencedor do Grande Prémio Fantasporto 1993, este filme marca a história do cinema também por ser um dos filmes mais sangrentos de sempre! No argumento, uma senhora segue o seu filho num encontro que ocorre no jardim zoológico, onde acaba por ser mordida por um animal, um macaco-rato-de-Sumatra, que lhe transmite uma doença pela qual vem a falecer. O espanto é que a mãe “acorda” sedenta de sangue e começa a morder animais, pessoas em geral, amigos e familiares naquilo que se torna num épico cenário de mortos-vivos descontrolados. Uma vez visto, não é algo que se consiga esquecer. A não perder!


Livros que nos devoram por Luísa Félix (#02/2016)

Não Matem a Cotovia, de Harper Lee


«As cotovias não fazem mais nada senão cantar para satisfação nossa. Não comem coisas nos jardins das pessoas, não fazem ninhos nas searas, não causam danos a ninguém. É por isso que é pecado matar uma cotovia.»


Bastou a Nelle Harper Lee ter escrito “To Kill a Mocking Bird”, título que em português surge em três versões – “Não Matem a Cotovia”, “Por Favor, Não Matem a Cotovia” e “Mataram a Cotovia” -, para inscrever o seu nome na galeria de clássicos da literatura.

Harper Lee, como ficou mundialmente conhecida a escritora norte-americana que faleceu no passado dia 19, com quase 90 anos, publicou “Não matem a cotovia”, o seu primeiro romance, em 1960. Este foi um sucesso imediato de vendas, tendo valido à autora o Prémio Pulitzer. Em 1962, a obra foi adaptada ao cinema por Robert Mulligan, num filme protagonizado por Gregory Peck, que recebeu o óscar de melhor actor.

A acção de “Não Matem a Cotovia” decorre em Maycomb, uma pequena cidade do Sul dos Estados Unidos, no período da Depressão. Atticus Finch, o protagonista, advogado (como o pai da autora), viúvo e pai de dois filhos, Jean Louise, que todos tratam por Scout, e Jem, é incumbido de defender um rapaz negro, acusado injustamente de ter violado uma jovem branca. É Scout quem, alguns anos depois, já adulta, narra os acontecimentos, que surgem filtrados pela distância temporal e pela visão inocente de uma rapariga de sete anos.

Scout prefere vestir-se como um rapaz e ter como companheiros de brincadeiras o irmão e Dill, um vizinho mais novo, personagem inspirada no vizinho e amigo Truman Capote, autor de “A Sangue Frio”. Apesar da atenção de Atticus e dos cuidados de Calpurnia, a empregada de cor, que é tratada como um elemento da família, Scout e Jem, quase sempre acompanhados por Dill, passam os dias de férias em liberdade e a espiar a casa de um vizinho mais velho que tem um atraso mental e que praticamente não sai à rua. Contudo, Boo Radley simpatiza com os irmãos Finch, deixando-lhes pequenas lembranças, algumas fabricadas por si, no buraco do tronco de uma árvore.

Atticus Finch surge como um símbolo de coragem, que defende, com serenidade e ponderação as suas convicções e que não vacila perante as ameaças de uma comunidade conservadora e preconceituosa, mesmo quando sente comprometida a sua segurança e a dos próprios filhos. Este advogado viúvo revela-se um homem à frente do seu tempo, tolerante e íntegro, que ensina aos filhos, pelo exemplo e pelas palavras, o respeito por si próprios e pelos outros. Apesar de defender com determinação Tom Robinson, o seu cliente, não consegue que este seja o primeiro negro a vencer uma causa contra um branco, na cidade de Maycomb.

“Não Matem a Cotovia” constitui um protesto contra uma sociedade conservadora e racista e um documento com contornos históricos e sociológicos, na medida em que a autora, influenciada pelas suas próprias vivências, retrata o dia-a-dia de uma cidade pequena da América dos anos 30. Talvez estes factores, a par da intriga e da riqueza humana das suas personagens, justifique o sucesso da obra que em sido lida por diferentes gerações de leitores.

Harper Lee nasceu em 1926 em Monroeville, uma cidade pequena do Alabama, e formou-se em Direito na Universidade do Alabama. Em 1950, mudou-se para Nova Iorque, onde trabalhou numa companhia aérea. Durante dois anos, graças às doações de amigos, suspendeu o seu trabalho, para se dedicar à escrita de “Não Matem a Cotovia”. Depois desta obra, a autora escreveu ensaios e contos e só em 2015 publicou “Vai e Põe uma Sentinela” (“Go Set a Watchman”, no original), que terá sido escrito antes de “Não Matem a Cotovia”.


Gregory Peck e Harper Lee, durante a gravação do filme “Na Sombra e no Silêncio”


A autora, Luísa Félix, pode ser seguida no seu blogue, Letras são papéis.