A Catedral do Mar, de Ildefonso Falcones
Arnau, o protagonista da obra, chega a Barcelona muito pequeno, com o pai, Bernat, que foge ao jugo de um senhor feudal impiedoso e cruel. Por serem foragidos, Arnau e o pai terão de viver clandestinamente na casa da irmã de Bernat, casada com um mestre oleiro bem sucedido, para quem pai e filho trabalharão. Só depois de um ano, poderão ser considerados cidadãos de Barcelona.
O crescimento de Arnau acompanha a construção da catedral de Santa Maria del Mar, um templo construído no bairro dos pescadores, com o trabalho dos populares, em particular dos bastaixos, ou estivadores, e com o dinheiro de alguns burgueses.
Desde cedo, Arnau sente fascínio pelas obras da catedral, pela imagem da virgem que este espaço alberga e pelo trabalho dos bastaixos, tornando-se ele próprio um deles, depois da morte do pai. Contudo, Arnau será também soldado de reconhecido valor e um cambista respeitado. Ao longo do tempo, conhece a felicidade e a desgraça, a inveja e a maldade.
Numa escrita fluente e extremamente visual, Ildefonso Falcones transporta-nos para uma Barcelona em ascensão, onde confluem diferentes povos e culturas, fazendo também um retrato minucioso da sociedade da época, em que a Igreja, através de um “instrumento” cada vez mais poderoso - a Inquisição -, se destaca.
A autora, Luísa Félix, pode ser seguida no seu blogue, Letras são papéis.
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